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O Desastre Econômico Americano – Nehsc

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O Desastre Econômico Americano

O Desastre Econômico Americano

De quem seria a culpa do presente desastre econômico nos EUA? A imprensa brasileira tenta culpar George Bush, e a alegada “ganância dos bancos”. Mas como realmente tudo isso aconteceu?

O problema é que subitamente, ou não tão subitamente, centenas de milhares de mutuários, que adquiriram casas com empréstimos fáceis, se declararam inadimplentes. Dessa maneira, o sistema americano de financiamento entrou em colapso.

Vamos a um Histórico dos acontecimentos: Tradicionalmente, um mutuário americano, para comprar uma casa tinha que fazer um depósito de 30% do valor total da compra, tendo esse, anos mais tarde, sido reduzido para 20%.

Houve uma exceção histórica a essa regra: depois da II Guerra, os veteranos de guerra foram tratados de maneira diferenciada, com o apoio do órgão governamental chamado Administração dos Veteranos. Aos veteranos da II Guerra foi dado o direito de adquirir uma residência, sem fazer nenhum depósito, e com o aval do próprio governo, como prêmio pelos anos de luta naquele conflito. Apenas os veteranos da II Guerra. Ninguém mais. Inclusive os veteranos das guerras da Coréia e do Vietnam não obtiveram esse direito.

No entanto, em 1977, já no primeiro mês do primeiro ano do governo dito “compassivo” de Jimmy Carter, foi passado o chamado Ato de Reinvestimento Comunitário, que pôs de lado todas as tradicionais regras de financiamento, em se tratando das classes ditas “menos privilegiadas”.

Por essa lei – e é preciso se atentar muito bem para isso – os bancos foram obrigados, veja-se bem, obrigados a estender crédito a pessoas pobres, ainda que com ficha suja na praça. Os bancos evidentemente protestaram contra esse absurdo, mas o protesto em nada adiantou. Forçados assim, por lei, a dar crédito a quem normalmente não tinha direito a isso, pelas regras normais, os bancos passaram a financiar essas propriedades, e logo em seguida, para se defenderem do mau crédito desses mutuários, repassaram essas dívidas, ditas “podres”, a três companhias que foram formadas pelos democratas para administrar as mesmas: a Fannie Mae, a Freddie Mac, e uma outra chamada Countrywide.

Essas três acima mencionadas firmas passaram então a “comprar” aos bancos todos esses pacotes de financiamento “podres”, e a impor regras, ditas “fraudulentas”, aos políticos democratas, inclusive alegadamente comprando-os com suas benesses. Por exemplo, foi alegado que o senador democrata Chris Dodd, Presidente do Comitê Regulador de Empréstimos do Senado Federal, recebeu dois financiamentos mais do que camaradas – ditos “de pai para filho” – dessas financiadoras. Mais ainda, os próprios diretores da Fannie Mae, Freddie Mac e Countrywide, que fizeram esses empréstimos ao senador sortudo, tinham sido politicamente nomeados para seus cargos pelos senadores democratas Franklin Raines, James Gorelick e Jimy Johnson. Supreendetemente, ou não tanto assim, todos esses três são tradicionais, conhecidos associados e conselheiros políticos do Senador Barack Obama Hussein!

Enfim, se vamos procurar “culpados” para esse problema, vamos começar premiando o ex-presidente Jimmy Carter, que criou os empréstimos ditos “podres”, e os senadores democratas – especialmente Chris Dood – que deveriam estar regulamentando os mesmos, mas não o fizeram, e ainda se benficiaram com suas posições de regulamentadores.

E o senador Barack Obama Hussein? Em que posição está jogando ele? Já que foi ele quem nomeou os rapazes que andaram distribuindo verbas? Cumpre investigar esse problema mais aprofundadamente.

Afinal, a quem cabe a culpa desse grande brouhaha? Creio que a imprensa nacional deveria buscar outros nomes, além daqueles que até agora tem indicando.

David Gueiros Vieira

● PHD em História da América Latina, Mestre em história dos Estados Unidos da América, conferencista e um dos maiores especialistas brasileiros em História da Questão Religiosa do Brasil.

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