Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the DFLIP domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home1/nehscfor/public_html/home/wp-includes/functions.php on line 6131

Deprecated: Creation of dynamic property DFlip::$settings_text is deprecated in /home1/nehscfor/public_html/home/wp-content/plugins/dflip/dflip.php on line 455

Deprecated: Optional parameter $index declared before required parameter $type is implicitly treated as a required parameter in /home1/nehscfor/public_html/home/wp-content/plugins/gloria-sidebar-generator/render.php on line 462
Algumas Raízes do Equilíbrio de Poder – Nehsc

Erro no banco de dados do WordPress: [Table 'nehscfor_wp682.wpea_ppress_plans' doesn't exist]
SELECT * FROM wpea_ppress_plans WHERE 1=1 ORDER BY id DESC

Erro no banco de dados do WordPress: [Table 'nehscfor_wp682.wpea_ppress_plans' doesn't exist]
SELECT * FROM wpea_ppress_plans WHERE 1=1 ORDER BY id DESC

Erro no banco de dados do WordPress: [Table 'nehscfor_wp682.wpea_ppress_plans' doesn't exist]
SELECT * FROM wpea_ppress_plans WHERE 1=1 ORDER BY id DESC

Erro no banco de dados do WordPress: [Table 'nehscfor_wp682.wpea_ppress_plans' doesn't exist]
SELECT * FROM wpea_ppress_plans WHERE 1=1 ORDER BY id DESC

Algumas Raízes do Equilíbrio de Poder

Algumas Raízes do Equilíbrio de Poder

A Paz de Westphalia (1648), foi uma tentativa de estabelecimento de equilíbrio num período em que  a ordem era estabelecida pelas relações entre os Estados, não se possuindo, então  um poder superior às instâncias governamentais dos  próprios Estados.

O Tratado assinalou o fim de conflitos religiosos, mas criou uma situação política na Europa, onde por decênios predominou a influencia francesa. Para não ferir o direito de precedência, a paz  foi celebrada simultaneamente, em duas cidades da Vestphalia: Münster  e Osnabrück., porque franceses e suecos reclamavam o posto de maior destaque nas cerimônias. Assim, embora sem os meios para impor uma determinada conduta, o Tratado sagrou a hegemonia efetiva, mesmo que não duradoura, da França de Luís  XIV.

Para suprir esse vazio internacional de poder, os próprios Estados organizados  procuraram fazer valer a conduta dos outros Estados em seu próprio favor  por meio do direito positivo. Isto ocorria em razão de um  Direito Internacional sem  judicionário com jurisdição compulsória. As regras e normas de conduta eram estabelecidas pelos próprios Estados, adotando  certos atos como foi o Ato de Navegação de Cromwell (1651), pelo qual  nenhum navio estrangeiro poderia desembarcar na Inglaterra mercadorias que não fossem do seu próprio país. No caso, produtos das Índias e das Américas só poderiam ser desembarcados em embarcações inglesas. Com isso estimulou a produção de barcos com  os fretes garantidos Em represália, a Holanda recorreu a  hostilidades navais. Assim,  as posições econômicas também  foram elementos de poder em política internacional.A  proibição de  certas formas de comportamento ou especificação das condições  para estabelecimento de  direitos e obrigações comuns e universais inexistiam.Só contemporaneamente  é que a criação da Corte Internacional de Justiça da Organização da Nações Unidas-ONU que possui  como  antecedente a Conferência de Haia (1907), tem jurisdição que abrange somente os Estados partes.

A Paz de Westphalia, como um equilíbrio de poder, não conseguiu manter a paz por muito tempo. Apesar de ter posto fim às pretensões dos Habsburgos  retirando do Imperador da Alemanha a autoridade efetiva sobre os principados que o compunham, transformando-os  praticamente em independentes, com exceção da Áustria que pertencia ao próprio imperador, desnivelou a balança de forças, fortalecendo a França. O envolvimento francês em quatro guerras  européias como a Devolução que valeu a França onze cidades de Flandres (1668), a dirigida contra a Holanda até 1678 com a vitória francesa e a paz honrosa de 1697, frente a Liga de Augsburgo  criada  em 1688.

A Raison d´Etat política implantada pelo primeiro ministro da França, o Cardeal de Richillieu (1624-1642), normalizou as desordens na França no reinado de Luis XIII  sem restringir o poder dos nobres, reforçou e reorganizou o exército e venceu movimentos armados liderados por vultos da própria nobreza francesa. Richilieu implantou, pois,as condições para a hegemonia francesa. Ao falecer, começavam as vitórias  francesas na Guerra dos Trinta anos. Dele as sementes da colocação de um neto de Luis  XIV no trono espanhol com o nome de Carlos V, embora, a mobilização militar que levou a Paz de Utrecht (1713) quebrasse a hegemonia desfrutada pela  França desde a guerra dos Trinta anos,e a desfalcasse do seu império colonial.

Do ponto de vista político, prevaleceu o absolutismo real e alguns casos de parlamentarismo evoluíram  com  a  monarquia inglesa que desde 1688 não poderia ser chamada de absolutista, porquanto o Parlamento era formado por deputados eleitos por uma ou mais classes do povo.  Com a contenção da França, a Grã-Bretanha, estabeleceu novo equilíbrio de poder na Europa através de suas sucessivas alianças.

A paz  mediante um frágil equilíbrio de poder segundo Martin Wight aponta pra um  problema permanente  nas relações internacionais de poder e que consiste na desavença mesma entre as potências  sobre  a distribuição do poder ser ou não ser eqüitativa, além de que a distribuição do poder não  poder permanecer constante  por tempo indeterminado.

Para que, o Congresso que vai presidir a restauração européia, o Congresso de Viena  (1815), concretizasse outra idéia de equilíbrio de poder na Europa. vários fatos marcaram a evolução mundial. Desde Napoleão com o Código Civil inspirando realizações congêneres, a prática da livre concorrência dentro da França e  a criação de uma nova nobreza com base no mérito, até a vitória dos norte-americanos na batalha de Saratoga  sobre os ingleses e a  Declaração da Independência dos Estados Unidos,  todos esses, eventos prenunciaram  uma paz  que não se modificou nos seus meios tradicionais. A paz da Europa parece ter mudado de  sentido, segundo Mauruce Crouzet, após 1813. O chanceler austríaco, Metternich de Coblença e o secretário amigo, Frederico de Gentz que opôs ao ideário francês a velha fórmula da lisonja, predica um equilíbrio de poder que garante o domínio de cada um na sua própria casa e, ao mesmo tempo a conservação do estado social. Não se pode esquecer, que o pacto precedente, o  assinado em Chaumont, a primeiro de março de 1814, entre os quatro grandes aliados era específico  quanto aos objetivos da guerra contra a expansão   napoleônica, o de preservar a tranqüilidade da  Europa, mediante o justo equilíbrio de potencias. Segundo o velho direito monárquico, adotou-se o principio da legitimidade, implicando na restituição ao proprietário  legítimo de territórios, idênticos ou equivalentes. Isto já porque  o conceito de soberania, sob certos aspectos, é um bem patrimonial, uma propriedade incomutável em relação à qual os homens, quer sejam súditos ou  príncipes, nada poderão fazer (Maurice  Crouzet ). Esses dois princípios desempenham, por igual, um papel conservador. Franceses e aliados invocaram esses dois princípios. Não se levou em conta o  desejo  das populações dominadas e nem  se pensou em transigir com o direito público revolucionário. Os aliados aplicaram a lei do mais forte. Aliás, conforme explicou  o tzar russo a  Talleyrand  “são  as conveniências da  Europa  que   constituem um direito”… Ao lado das conveniências da Europa coexistem as conveniências dos Estados e a dos  soberanos. Os quatros  grandes disputam a Polônia, a Alemanha, a Itália. Passada a dor de cabeça revolucionária, francesa começa o jogo diplomático. A Inglaterra e a Prússia aproximam-se contra a Rússia. A Áustria teme a Rússia e a Prússia a inquieta Em 1814, dá-se uma aproximação Rússia-Prússia, uma  anglo-austríaca que envolve a França terminando essas três potências, por assinar um tratado secreto de aliança (3 de janeiro de 1815) .

E  quanto ao Congresso de  Viena?   Ora, de fato, nunca foi oficialmente aberto. Previsto para fins de julho de 1814, adiado para primeiro de outubro e uma vez mais para primeiro de novembro só algumas comissões passaram a funcionar nessa última data.. Nessas comissões trabalharam  mais facilmente os diplomatas   na elaboração de tratados entre os estados. Em março, os aliados negaram-se a negociar com Napoleão desembarcado. Embora,  comparecessem ao Congresso representantes de  toda a  Europa, advogados de judeus alemães, cavalheiros de Malta, cerca de 216 delegações, as negociações prosseguiram em novembro de 1814 até 9 de  junho de 1815. Finalmente, as  disposições ditas  de um “interesse maior e permanente.”   reunidas “num instrumento geral”, tomaram a forma de ata final do Congresso. Ata que, juntamente com os Tratados de Paris (30 de maio de 1814 e 20 de novembro de 1815) derem  solução razoável à França e  consideraram o mundo restaurado.

Quanto a França, Chateaubriand, no Livro De Bonaparte e dos Bourbonsmanifestou um espírito conciliável com uma sociedade de reis. A vitória aliada surgiu aos franceses tal qual uma lição dos céus, “que castiga, sem nos humilhar”.

Profa. Dra. Luciara Silveira de Aragão e Frota

● Coordenadora do NEHSC Fortaleza ● Membro do Conselho Edital deste site

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *