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{"id":88,"date":"2015-03-09T02:20:58","date_gmt":"2015-03-09T02:20:58","guid":{"rendered":"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/2015\/03\/09\/proposta-do-cidadao-sociedade-cearense-de-cidadania-socer\/"},"modified":"2021-10-20T19:34:43","modified_gmt":"2021-10-20T19:34:43","slug":"proposta-do-cidadao-sociedade-cearense-de-cidadania-socer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/2015\/03\/09\/proposta-do-cidadao-sociedade-cearense-de-cidadania-socer\/","title":{"rendered":"PROPOSTA DO CIDAD\u00c3O &#8211; SOCIEDADE CEARENSE DE CIDADANIA \u2013 SOCER"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\">SOCIEDADE CEARENSE DE CIDADANIA \u2013 SOCER<\/p>\n<p align=\"center\">CONSELHO DIRETOR<\/p>\n<p align=\"center\">&#8211; Dra. Luciara Silveira de Arag\u00e3o e Frota<\/p>\n<p align=\"center\">&#8211; Dr. Rildson Magalh\u00e3es Martins<\/p>\n<p align=\"center\">&#8211; Dra. Wilma Maria Barreto Paiva<\/p>\n<p align=\"center\">RELA\u00c7\u00d5ES P\u00daBLICAS<\/p>\n<p align=\"center\">&#8211; Dra. Irene Mota<\/p>\n<p align=\"center\">&#8211; Dr. Amaury Paula Pessoa<\/p>\n<p align=\"center\">PROPOSTA DO CIDAD\u00c3O<\/p>\n<p align=\"center\">Documento 01<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0[Org. do Texto: Luciara Silveira de Arag\u00e3o, Miraci Ferreira Lima e Elizabete Pessoa Nogueira]<\/p>\n<p><strong>\u00a0I \u2013 APRESENTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Preocupada com o aumento do n\u00edvel da viol\u00eancia, a <strong>Sociedade Cearense de Cidadania<\/strong> \u2013 nascida em 22 de abril de 1999, sob a inspira\u00e7\u00e3o do lema de D. H\u00e9lder C\u00e2mara: \u201cA\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Paz\u201d \u2013 decidiu escolher como tema do seu primeiro encontro \u2013 \u201cSociedade e Viol\u00eancia: Gerenciando Solu\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Como sabemos, a viol\u00eancia causa v\u00e1rios tipos de danos \u00e0 pessoa humana em m\u00faltiplas formas: na sua integridade f\u00edsica e moral, nas rela\u00e7\u00f5es familiares e de trabalho, nas suas posses econ\u00f4micas, liberdade, propriedade e em suas refer\u00eancias simb\u00f3licas e morais. Assim, as v\u00e1rias faces da viol\u00eancia, inclusive a sua rela\u00e7\u00e3o com a marginalidade, desafiando sociedade e Governo, necessita ser recolocada em termos de controle social. A viol\u00eancia tem sido tratada como quest\u00e3o de pol\u00edcia e a sua preven\u00e7\u00e3o vem sendo confundida com o policiamento ostensivo. Precisamos, pois, pensar em solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Cabe, tamb\u00e9m \u00e0 sociedade, e n\u00e3o s\u00f3 ao Governo, dar respostas precisas ao desafio do exerc\u00edcio democr\u00e1tico, com igualdade de direitos e o estudo de meios que anulem a atra\u00e7\u00e3o que a criminalidade exerce sobre tantos jovens.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito do encontro foi, portando, priorizar iniciativas que previnam a viol\u00eancia e proponham solu\u00e7\u00f5es que ora apresentamos na forma de um primeiro documento como contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 CIDADANIA.<\/p>\n<p><strong>II \u2013 DOS RESULTADOS<\/strong><\/p>\n<p>Os resultados obtidos, objeto da continua\u00e7\u00e3o de nossos estudos, foram:<\/p>\n<ul>\n<li>\u00a0Refletir sobre o discurso da preven\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia (mesas 3 e 4);<\/li>\n<li>\u00a0Buscar nas media\u00e7\u00f5es, entre a \u00e9tica e a participa\u00e7\u00e3o social, as formas para cont\u00ea-la (mesa 2);<\/li>\n<li>\u00a0Sistematizar as an\u00e1lises de rela\u00e7\u00f5es de poder, das tens\u00f5es sociais, da transmiss\u00e3o ideol\u00f3gica que podem ser\u00a0 veiculadas atrav\u00e9s da m\u00eddia, como uma forma de representa\u00e7\u00e3o que permite retratar a viol\u00eancia em suja forma mais cruel (mesas 1, 7 e 8);<\/li>\n<li>\u00a0Lidar com a viol\u00eancia como uma das formas de manifesta\u00e7\u00e3o negativa cujas causas, pela sua amplitude precisam ser melhor conhecidas na sua interliga\u00e7\u00e3o e controladas em benef\u00edcio da sociedade (mesas 2, 4 e 5);<\/li>\n<li>Compreender a import\u00e2ncia de estabelecer limites \u00e0 desigualdade social, sem os quais inexistem sociedade e princ\u00edpios de solidariedade (mesa 6);<\/li>\n<li>Colher elementos para incentivar a cria\u00e7\u00e3o de grupos e organiza\u00e7\u00e3o de cidadania para influenciar temas como a discuss\u00e3o do or\u00e7amento e fiscaliza\u00e7\u00e3o de sua aplica\u00e7\u00e3o, rep\u00fadio a corrup\u00e7\u00e3o e \u00e0 impunidade (mesas 4 e 6);<\/li>\n<li>Contribuir com o fortalecimento de \u00f3rg\u00e3os defensores e esclarecedores da cidadania em todos os n\u00edveis (mesas 1, 3 e 4).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ressaltamos a esperan\u00e7a de que a sociedade e os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a p\u00fablica, lancem-se a esse desafio com grande energia, para resguardo dos direitos humanos, enfrentando a viol\u00eancia com solu\u00e7\u00f5es brotadas do seu seio.<\/p>\n<p>Temos fortes convic\u00e7\u00f5es sobre a for\u00e7a que s\u00f3 o trabalho em prol de uma grande causa possui, sobre o dinamismo das organiza\u00e7\u00f5es sociais, o poder da aplica\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os conjuntos e a efic\u00e1cia de uma organiza\u00e7\u00e3o com a <strong>Sociedade Cearense de Cidadania<\/strong>.<\/p>\n<p>Conclamamos, assim, a todos para que reunidos, envidem esfor\u00e7os com extrema concentra\u00e7\u00e3o no desenvolvimento desse objetivo, o de encontrar solu\u00e7\u00f5es para minorar a viol\u00eancia em todas as suas formas.<\/p>\n<p>Aos resultados obtidos est\u00e3o sendo somados \u00e0queles envidados pela popula\u00e7\u00e3o que procuramos resumir em forma de documentos numerados para facilitar a divulga\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios segmentos sociais, ao longo do semestre.<\/p>\n<p>Dos resultados do painel: A Sociedade prop\u00f5e estrat\u00e9gias para diminui\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, ao procurar refletir sobre a viol\u00eancia e a cadeia de causas que a ela vincula, optamos por centr\u00e1-la na pobreza e na exclus\u00e3o social, sem obscurecer a heterogeneidade e complexidade desses fen\u00f4menos. Trata-se de facilitar o tratamento do tema sob determinado \u00e2ngulo, sem incidir na discrimina\u00e7\u00e3o. Todos sabemos que os segmentos privilegiados da sociedade tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Na \u00f3tica escolhida, corremos o risco de parecermos desencorajadores aos menos prevenidos. Involuntariamente, podemos estar sugerindo algo assim como: \u201cse \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil, nada se poder fazer\u201d. Risco similar corremos se nos pusermos a discorrer sobre solu\u00e7\u00f5es simplistas. As ila\u00e7\u00f5es, sem d\u00favida, s\u00e3o m\u00faltiplas; sequer sabemos, na sua inteireza se conseguimos motivar a Sociedade, em grau suficiente, para desejar ser parte da solu\u00e7\u00e3o. A apatia, a indiferen\u00e7a e o conformismo obstruem solu\u00e7\u00f5es, mas, com certeza, temos plena consci\u00eancia de que, como parte do problema, alguma coisa nos cabe fazer.<\/p>\n<p>Pretendemos que a a\u00e7\u00e3o da <strong>Sociedade Cearense de Cidadania<\/strong> represente um salto qualitativo na compreens\u00e3o dos problemas da viol\u00eancia e de quest\u00f5es correlatas. Somos muito cr\u00edticos para com o atraso em que se encontra o processo de <strong>converg\u00eancia real<\/strong> entre \u00f3rg\u00e3os e setores de seguran\u00e7a e organiza\u00e7\u00f5es civis de dimens\u00e3o social que tentam viabilizar projetos de cidadania.<\/p>\n<p><strong>III \u2013 VIOL\u00caNCIA E EXCLUS\u00c3O SOCIAL<\/strong><\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de <strong>exclus\u00e3o social<\/strong>, aqui adotada, j\u00e1 nomeada em textos da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, sob a lideran\u00e7a das experi\u00eancias priorit\u00e1rias dos franceses na condu\u00e7\u00e3o de iniciativas comunit\u00e1rias, ampliou o dom\u00ednio da tem\u00e1tica da exclus\u00e3o social, vinculando-a \u00e0 pobreza e \u00e0 da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Teoricamente, introduzimos a express\u00e3o <strong>\u201cexclus\u00e3o social\u201d<\/strong> que entrou no discurso intelectual europeu, nascida do tradicional pensamento franc\u00eas, acrescida da n\u00e3o menos importante tradi\u00e7\u00e3o anglo-sax\u00e3, ocupada com a no\u00e7\u00e3o de pobreza. Aproveitamos, ao mesmo tempo, o encaminhamento de novas e importantes vertentes de problemas sociais cujas perspectivas de vincula\u00e7\u00e3o e de relacionalidade possam apontar o n\u00facleo da viol\u00eancia, para onde convergem nossos esfor\u00e7os no oferecimento de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Compreender a viol\u00eancia com <strong>parte do problema da pobreza e da exclus\u00e3o social \u00e9 procurar identific\u00e1-la com os mecanismos de exclus\u00e3o que a sociedade comporta.<\/strong> Ao coloc\u00e1-la com integrante da exclus\u00e3o social, em termos da falta de acesso a <strong>sistemas sociais b\u00e1sicos e de infra-estrutura com sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e habita\u00e7\u00e3o<\/strong>, estamos indicando o sentido que nos parece correto para reduzir, substancialmente, o problema. Posta de modo <strong>isolado<\/strong>, a <strong>viol\u00eancia<\/strong> aparece vinculada \u00e0 mera e simples repress\u00e3o policial, dissociada das necessidades de preven\u00e7\u00e3o e de reabilita\u00e7\u00e3o humana e social.<\/p>\n<p><strong>IV \u2013 PONTOS DE OBSTRU\u00c7\u00c3O E VETORES FUNDAMENTAIS<\/strong><\/p>\n<p>Como <strong>primeiro ponto<\/strong>, temos que considerar as no\u00e7\u00f5es de multidimensionalidade do fen\u00f4menos da viol\u00eancia, da pobreza e da exclus\u00e3o social que a envolvem, e requerem <strong>urgente parceria <\/strong>entre os <strong>setores p\u00fablicos, particulares e privados<\/strong>, tamb\u00e9m entre <strong>institui\u00e7\u00f5es<\/strong> que trabalham em <strong>dom\u00ednios diversos<\/strong>, mas <strong>complementares,<\/strong> respeitando-se a contribui\u00e7\u00f5es do pensamento comunit\u00e1rio. \u00c9 dentro dos princ\u00edpios fundamentais dos direitos e deveres do cidad\u00e3o que quaisquer projetos dever\u00e3o ser pautados. Valorizar a intera\u00e7\u00e3o e integrar esses setores \u00e9 o vetor b\u00e1sico para qualquer solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como <strong>segundo ponto<\/strong>, \u00e9 leg\u00edtima a nossa preocupa\u00e7\u00e3o em registrar as chamadas \u201cidentifica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas\u201d, ou seja, as medidas que escapam do \u00e2mbito dos projetos elaborados e que deveriam ser tomadas pelo Estado. \u00c9 o caso da motiva\u00e7\u00e3o educacional para treinamento, recrutamento e sal\u00e1rios adequados a ado\u00e7\u00e3o de muitas outras pol\u00edticas apropriadas. <strong>Insere-se ai o que consideremos o mais importante vetor: o respeito entre os poderes, aos dispositivos constitucionais, o que geraria a extin\u00e7\u00e3o plena do \u201cclientelismo\u201d<\/strong> que impede aos mais capazes o acesso leg\u00edtimo \u00e0s oportunidades que deveriam ser para todos. O favorecimento indevido leva ao crescimento das injusti\u00e7as sociais, engendrando sentimentos de import\u00e2ncia e de revolta.<\/p>\n<p>Entendemos a viol\u00eancia como uma das <strong>formas de exclus\u00e3o social<\/strong>. Como <strong>terceiro ponto,<\/strong> temos, assim como os pobres, os exclu\u00eddos que vivenciam uma situa\u00e7\u00e3o de falta de poder. Este reconhecimento nos leva ao incentivo do fortalecimento das associa\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, com \u00eanfase na sua organiza\u00e7\u00e3o para resgate desse poder.<\/p>\n<p>Falamos da <strong>fra\u00e7\u00e3o de poder<\/strong> que lhes cabe para bem exercer os seus deveres e usufruir dos seus direitos, como cidad\u00e3os plenos. Dessa forma, <strong>resulta uma nova distribui\u00e7\u00e3o de poder na sociedade<\/strong>. Faz parte do sistema democr\u00e1tico assegurar uma adequada distribui\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria do <strong>poder<\/strong>. Esse esfor\u00e7o redistributivo da for\u00e7a comunit\u00e1ria pode acelerar o empenho com aqueles que det\u00eam de fato o <strong>poder pol\u00edtico, social, econ\u00f4mico e cultural<\/strong> e, assim, possam colocar-se, de forma mais urgente, em favor dos pobres e dos exclu\u00eddos e, por conseq\u00fc\u00eancia, atuar diminuindo a viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Nossa sugest\u00e3o \u00e9, portanto, que das comunidades organizadas, da sua <strong>viv\u00eancia e experi\u00eancia<\/strong>, surjam novas formas de organiza\u00e7\u00e3o, parcerias e conviv\u00eancias. E mais, novos modelos de orienta\u00e7\u00e3o para os seus problemas e de colabora\u00e7\u00e3o na ordem p\u00fablica. \u00c9 <strong>dessa for\u00e7a de a\u00e7\u00e3o, reivindica\u00e7\u00e3o e press\u00e3o<\/strong> que surgir\u00e1 um novo e poderoso vetor da mudan\u00e7a social. \u00c9 preciso organizar para mudar. \u00c9 preciso atuar na quebra da hegemonia da ditadura do pensamento \u00fanico.<\/p>\n<p>Cabe aos governos encarar os problemas, em termos de pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es, ouvindo os grupos representativos da sociedade. As solu\u00e7\u00f5es de cima para baixo, comprovadamente n\u00e3o t\u00eam vingado.<\/p>\n<p>Como <strong>quarto ponto,<\/strong> temos a indiferen\u00e7a de uma elite arrogante, e insens\u00edvel aos problemas de promo\u00e7\u00e3o humana social. A luta contra a viol\u00eancia, a pobreza e a exclus\u00e3o social diz respeito \u00e0 sociedade como um todo. A diminui\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia deve ser pensada, em conjunto, com os \u00f3rg\u00e3os espec\u00edficos, inclusive os da seguran\u00e7a p\u00fablica. Ela deve se fazer representar por organismos com <strong> for\u00e7a de conclama\u00e7\u00e3o e uni\u00e3o<\/strong> em torno de temas t\u00e3o urgentes e priorit\u00e1rios. <strong>Esta tomada de consci\u00eancia \u00e9 outro vetor de mudan\u00e7a social.<\/strong><\/p>\n<p>Com <strong>quinto ponto<\/strong>, temos o decr\u00e9scimo da mobilidade social vinculada \u00e0 queda das possibilidades de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. O sonho de \u201cdeixar de ser pobre\u201d fragmentou-se, aumentando as transgress\u00f5es \u00e0s leis. Atuar ativamente em organiza\u00e7\u00f5es e movimentos de amplia\u00e7\u00e3o da cidadania retira os indiv\u00edduos do car\u00e1ter de precariedades quanto \u00e0s mudan\u00e7as que lhe poder\u00e3o ser ben\u00e9ficas para influir nos rumos da sociedade. Opor-se \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e neutralizar a aus\u00eancia de direitos \u2013 que em sua forma exacerbada faz com que os pobres e os exclu\u00eddos s\u00f3 ganhem exist\u00eancia transgredindo \u00e0 lei \u2013 s\u00e3o um deles.<\/p>\n<p>Como <strong>sexto ponto<\/strong>, destacamos o papel da Seguran\u00e7a P\u00fablica, indispens\u00e1vel \u00e0 ordem democr\u00e1tica, necessitando ser reavaliado. Faz-se necess\u00e1rio uma melhor prepara\u00e7\u00e3o em todos os seus n\u00edveis para aprimorar o cumprimento de suas finalidades. Devem ser incentivados o aumento e a distribui\u00e7\u00e3o mais adequada do seu\u00a0 contingente e incluir \u201cDiretos humanos\u201d e \u201cCidadania\u201d entre as disciplinas dos Cursos de Forma\u00e7\u00e3o de pra\u00e7as a oficiais. \u00c9 preciso deixar claro tamb\u00e9m que n\u00e3o \u00e9 papel da Seguran\u00e7a P\u00fablica \u201cprote\u00e7\u00e3o\u201d a resid\u00eancias e eventos particulares, sejam carnavalescos ou n\u00e3o. Aprimorar o efetivo policial \u00e9 prevenir danos aos direitos humanos e \u00e0 democracia.<\/p>\n<p>Certamente, apesar de imperativo de urg\u00eancia, a repress\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia n\u00e3o pode excluir o respeito aos direitos humanos expressos na Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, que completou 50 anos em dezembro \u00faltimo.<\/p>\n<p>\u00c9 pela aten\u00e7\u00e3o dedicada a <strong>todos esses aspectos<\/strong>, que se poder\u00e1 partir para a valoriza\u00e7\u00e3o de <strong>novas propostas<\/strong> e para lan\u00e7amento da semeadura de uma <strong>nova cultura<\/strong>, um <strong>novo modo de conceber<\/strong> a luta contra a viol\u00eancia e o triste leque de causas e conseq\u00fc\u00eancias que ela encerra.<\/p>\n<p><strong>V \u2013 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS: A CHAVE DAS SOLU\u00c7\u00d5ES\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>As solu\u00e7\u00f5es do tipo \u201cpouco a pouco\u201d para crises urgentes, como o fen\u00f4meno da viol\u00eancia, v\u00eam apresentado lentos resultados. Sabemos que o problema da viol\u00eancia, por tudo o que j\u00e1 foi exposto, transp\u00f5e fronteiras e, ao mesmo tempo, evidencia-se em v\u00e1rios locais e situa\u00e7\u00f5es, como um fen\u00f4meno de fatores interligado.<\/p>\n<p>Modernamente, nenhuma organiza\u00e7\u00e3o pode, isoladamente, fazer tudo o tempo todo. As solu\u00e7\u00f5es est\u00e3o na <strong>for\u00e7a da Uni\u00e3o, centrada em tornos de um objetivo comum<\/strong>.<\/p>\n<p>Sabemos que <strong>organizar institui\u00e7\u00f5es e pessoas<\/strong> em torno de um fim comum \u00e9 sempre um desafio. A orienta\u00e7\u00e3o para os princ\u00edpios sociais adotados, que transcenda aos interesses particularmente defendidos por cada uma devem ser a <strong>chave dessa UNI\u00c3O<\/strong>. O mecanismo fundamental dever\u00e1 ser equilibrar a coopera\u00e7\u00e3o e a competi\u00e7\u00e3o entre as organiza\u00e7\u00f5es e pessoas que as organiza\u00e7\u00f5es e pessoais que representam. Isto implicar\u00e1 na acelera\u00e7\u00e3o dos resultados, numa maior mobilidade de a\u00e7\u00e3o, maior facilidade para liga\u00e7\u00f5es com trabalhos volunt\u00e1rios, numa partilha mais equilibrada de esfor\u00e7os e, certamente, numa maior agiliza\u00e7\u00e3o de resultados.<\/p>\n<p>Vinculamos \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o dos problemas os pontos de apoio, aqui apresentados em <strong>forma de vetores<\/strong>, orientados na dire\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es julgadas adequadas, fundamentadas na identifica\u00e7\u00e3o das m\u00faltiplas oportunidades que podem ser <strong>interligadas<\/strong> na promo\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as sociais construtivas.<\/p>\n<p>Nossa proposta converge para o fortalecimento da mobilidade social dentro de um modelo de <strong>rede de coopera\u00e7\u00e3o organizada em forma de cadeia<\/strong>, com o prop\u00f3sito de aumentar a capacidade que institui\u00e7\u00f5es e pessoas t\u00eam de realizar coisas em conjunto, operando, simplesmente, por meio do desenvolvimento e partilha de conhecimentos especializados em prol de um objetivo comum.<\/p>\n<p><strong> A isto chamamos \u201cGerenciar Solu\u00e7\u00f5es.\u201d<\/strong><\/p>\n<div align=\"center\">\n<table style=\"width: 550px;\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" width=\"275\">\n<p align=\"center\">PONTOS DE OBSTRU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" width=\"275\">\n<p align=\"center\">VETORES<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>Multidimensionalidade da viol\u00eancia, da pobreza e da exclus\u00e3o social.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>Intera\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o para urgentes parcerias entre os setores p\u00fablicos, particulares e privados e entre institui\u00e7\u00f5es trabalhando, em dom\u00ednios diversos, mas complementares, respeitando-se a contribui\u00e7\u00e3o do pensamento comunit\u00e1rio.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>\u201cIdentificadores Pol\u00edticos\u201d, ou seja, as medidas que escapam do \u00e2mbito dos projetos elaborados e que deveriam ser tomados pelo Estado.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>O respeito entre os poderes e aos dispositivos constitucionais e a extin\u00e7\u00e3o plena do \u201cclientelismo\u201d que impede aos mais capazes o acesso leg\u00edtimo \u00e0s oportunidades que deveriam ser para todos, levando ao crescimento das injusti\u00e7as sociais e gerando sentimentos de import\u00e2ncia e de revolta.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>Os pobres e os exclu\u00eddos vivenciam uma situa\u00e7\u00e3o de falta de poder, quanto a id\u00e9ia democr\u00e1tica \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de poder.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>Uma nova distribui\u00e7\u00e3o de poder na sociedade quebrando a hegemonia da ditadura do pensamento \u00fanico. \u00c9 preciso aliar \u00e9tica e toler\u00e2ncia e acabar com a impunidade.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>A indiferen\u00e7a de uma elite arrogante e insens\u00edvel aos problemas de promo\u00e7\u00e3o humana e social, atuando distante dos objetivos nacionais e desprezando as aspira\u00e7\u00f5es do povo.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>\u00a0A tomada de consci\u00eancia para participa\u00e7\u00e3o em organismos com for\u00e7a de coordena\u00e7\u00e3o e uni\u00e3o em torno de temas urgentes e priorit\u00e1rios.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>O decl\u00ednio da mobilidade social vincula-se ao decr\u00e9scimo das possibilidades de emprego e as transgress\u00f5es \u00e0s leis.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>Atuar em organiza\u00e7\u00f5es e movimentos de cadadania, retirando dos indiv\u00edduos o car\u00e1ter de precariedade, dando-lhes condi\u00e7\u00f5es de atuar nas modifica\u00e7\u00f5es positivas em benef\u00edcio da sociedade.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>Necessidade de reavalia\u00e7\u00e3o do papel da Seguran\u00e7a P\u00fablica como indispens\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o da ordem democr\u00e1tica.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"275\">\n<ul>\n<li>Incentivar a inclus\u00e3o das disciplinas \u201cDireitos Humanos\u201d e \u201cCidadania\u201d nos curr\u00edculos de forma\u00e7\u00e3o de \u201cpra\u00e7as a oficiais\u201d. Aprimorar o efetivo policial \u00e9 prevenir danos aos direitos humanos e \u00e0 democracia.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div align=\"center\">\n<table style=\"width: 600px;\" border=\"0\" cellspacing=\"10\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#F5F5F5\">\n<p align=\"center\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-16\" src=\"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pdf.gif\" alt=\"\" width=\"32\" height=\"32\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Tahoma;\"> 212KB<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#F5F5F5\" width=\"448\" height=\"50\"><span style=\"font-family: Tahoma;\"> <a href=\"..\/parcerias_arquivos\/SOCER\/socer_palestras_tecnicas.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PALESTRAS T\u00c9CNICAS: LINHAS B\u00c1SICAS PARA UM PROGRAMA DE COMBATE \u00c0 DESERTIFICA\u00c7\u00c3O NO NORDESTE<\/a><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SOCIEDADE CEARENSE DE CIDADANIA \u2013 SOCER CONSELHO DIRETOR &#8211; Dra. 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