<br />
<b>Notice</b>:  Function _load_textdomain_just_in_time was called <strong>incorrectly</strong>. Translation loading for the <code>DFLIP</code> domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the <code>init</code> action or later. Please see <a href="https://developer.wordpress.org/advanced-administration/debug/debug-wordpress/">Debugging in WordPress</a> for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in <b>/home1/nehscfor/public_html/home/wp-includes/functions.php</b> on line <b>6131</b><br />
<br />
<b>Deprecated</b>:  Creation of dynamic property DFlip::$settings_text is deprecated in <b>/home1/nehscfor/public_html/home/wp-content/plugins/dflip/dflip.php</b> on line <b>455</b><br />
{"id":59,"date":"2015-03-08T23:12:43","date_gmt":"2015-03-08T23:12:43","guid":{"rendered":"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/2015\/03\/08\/uma-opiniao-sobre-artes\/"},"modified":"2021-01-26T22:07:03","modified_gmt":"2021-01-26T22:07:03","slug":"uma-opiniao-sobre-artes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/2015\/03\/08\/uma-opiniao-sobre-artes\/","title":{"rendered":"Uma Opini\u00e3o Sobre Artes"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\">A Hist\u00f3ria das Artes no Brasil, tomadas em seu conjunto,n\u00e3o \u00e9 ainda t\u00e3o conhecida na Europa, em particular na Fran\u00e7a, como gostar\u00edamos. Refiro-me as artes \u201cprimeiras\u201d at\u00e9 as artes pl\u00e1sticas atuais, inserindo a arquitetura, passando pela m\u00fasica, a fotografia e o cinema. H\u00e1 uma s\u00e9rie de referencias fixas no que se refere a n\u00f3s. Quando se fala em m\u00fasica brasileira a id\u00e9ia de nossa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma de d\u00e9cadas atr\u00e1s. Isso sem em nada diminuir as maravilhas de m\u00fasicas como Aquarela do Toquinho, de fato, uma das mais belas composi\u00e7\u00f5es da m\u00fasica popular brasileira. S\u00f3 falo que temos mais do que samba e bossa nova como contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica. mundial&#8230;Ainda porque, se n\u00e3o fora o Andr\u00e9 Rieu, nem se faria mais men\u00e7\u00e3o ao dulc\u00edssimo Tico Tico no Fub\u00e1 do inesquec\u00edvel Zequinha de Abreu.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> No campo da pintura, \u00edndios e paisagens e na arquitetura Bras\u00edlia ainda \u00e9 o que mais se conhece. Certamente, criadores original\u00edssimos como Oscar Niemeyer e Sebasti\u00e3o Salgado tornaram-se mais famosos porque trabalharam ou moraram na Europa, no exemplo citado porque moraram na Fran\u00e7a. Sem d\u00favida, a experi\u00eancia europ\u00e9ia facilitou o conhecimento, a publica\u00e7\u00e3o e a divulga\u00e7\u00e3o regular de suas obras. N\u00e3o desconhecemos que em qualquer de suas manifesta\u00e7\u00f5es, a arte, independente de sua especificidade, tende a se firmar e a se tornar conhecida como um movimento art\u00edstico com destaque na m\u00eddia, em torno de um corifeu como foi o caso do Cinema novo, centrado numa personalidade t\u00e3o marcante como a de Glauber Rocha.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> Decerto, o papel de artistas e cientistas sociais n\u00e3o pode ser negligenciado na divuga\u00e7\u00e3o de nosso patrim\u00f4nio art\u00edstico e cultural. Temos como inestim\u00e1vel o papel de pesquisadores como L\u00e9vi-Strauss em antropologia, abrindo novos caminhos ao conhecimento e a abertura dada pelo historiador de arte, Germain Bazin, que nos anos cinquenta, levou aos franceses, o conhecimento das obras do imortal Aleijadinho. O fruto desse labor trouxe como ben\u00e9fica consequ\u00eancia , o conhecimento da pr\u00f3pria arquitetura religiosa brasileira, no relic\u00e1rio de Ouro Preto ,dos s\u00e9culos XVII e XVIII. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> O reconhecimento internacional do tesouro de nossas artes, e o que isso representa paece exigir que seja preciso, a partir de n\u00f3s mesmos, a provoca\u00e7\u00e3o do interesse pela nossa hist\u00f3ria, o amor \u00e0 hist\u00f3ria das nossas artes. Ao partir, em primeiro lugar de n\u00f3s o interesse pela preserva\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de nossas ates facilitaremos as possibilidades de surgimento de mais pesquisas e divulga\u00e7\u00e3o nacionais e mesmo um maior n\u00famero de interc\u00e2mbios com pa\u00edses e institui\u00e7\u00f5es facilitando a divulga\u00e7\u00e3o das nossas obras e estimulando o conhecimento dos nossos tesouros art\u00edsticos.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> As pr\u00f3prias publica\u00e7\u00f5es em l\u00edngua portuguesa sobre temas de nossas artes, assim tamb\u00e9m como as publica\u00e7\u00f5es em l\u00edngua inglesa, surgidas nos \u00faltimos quarenta anos e que s\u00e3o relativas ao surgimento das nossas cidades coloniais \u00e9 parca. Pode-se dizer o mesmo daquelas publica\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 decora\u00e7\u00e3o de interiores, ao mobili\u00e1rio e a adornos como a escultura. Ainda \u00e9 pobre no campo dos estudos e divulga\u00e7\u00e3o a ourivesaria e a pintura recente do t\u00e3o pr\u00f3ximo s\u00e9culo XX. Isto apesar dos grandes nomes de nossa pintura como Antonio Bandeira que viveu e produziu na Fran\u00e7a. Quando mencionamos a bibliografia sobre a arte brasileira,em l\u00edngua francesa, temos que ela \u00e9 praticamente escassa, apesar de Bazin e de Yves Bottinea. Partndo de um exame mesmo superficial da bibliografia existente no que diz respeito ao que se tem publicado na pr\u00f3pria Am\u00e9rica Latina, ou mesmo \u00e0 arte portuguesa, oferecem-se resumos bastante superficiais repetindo-se as mesmas referencias e lugares-comuns j\u00e1 existentes o que demonstra que ningu\u00e9m tem acurado intresse sobre o tema.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> A inexist\u00eancia de uma obra relevante sobre a atualidade art\u00edstica brasileira precisa ser suprida. A import\u00e2ncia da Bienal de S\u00e3o Paulo, e outros esfor\u00e7os de v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o concernentes apenas a um punhado de artistas e muito mais precisa ser feito.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> O pr\u00f3prio cat\u00e1logo Modernidade, que fornecia parte da cronologia das artes pl\u00e1sticas no Brasil no s\u00e9culo XX, \u00e9 raro e desatualizado. Embora exista um recenseamento dos cat\u00e1logos e mesmo de exposi\u00e7\u00f5es e muitos outros cat\u00e1logos esparsos eles precisam ser codificados e melhor divulgados. O que o material existente demonstra, no exterior ,de modo geral, \u00e9 que permanece o interesse regular pelas artes ind\u00edgenas, no terreno etnol\u00f3gico e antropol\u00f3gico.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> Do ponto de vista de uma hist\u00f3ria social das cidades, uma vis\u00e3o art\u00edstica ampliada, ainda \u00e9 um desafio.Do ponto de vista hist\u00f3rico,sociol\u00f3gico, geopol\u00edtico ou sobre qualquer outro enfoque, o grande tema das Cidades comporta tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o est\u00e9tica, no melhor sentido da precis\u00e3o e do belo. Bras\u00edlia \u00e9 o exemplo cl\u00e1ssico de um caso excepcional de cria\u00e7\u00e3o de uma nova capital. Isto contribuiu para um melhor conhecimento das obras de Oscar Niemeyer na Fran\u00e7a e para a inova\u00e7\u00e3o que elas representam. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> As grandes e pequenas cidades podem ser um objeto privilegiado de estudos e teses e tudo isso facilita a divulga\u00e7\u00e3o de material guia para estudos tur\u00edsticos e fotogr\u00e1ficos ,principalmente quando os \u00e1lbuns fotogr\u00e1ficos demonstram uma verdadeira postura art\u00edstica. Sobre este ponto, um desejo comum \u00e9 a reedi\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o francesa do Guia de Ouro Preto escrito pelo grande poeta Manuel Bandeira, que foi publicado em 1948 e que \u00e9 praticamente restrito a colecionadores e de imposs\u00edvel alcance aos mortais comuns. Como sabemos, a fotografia \u00e9 uma fonte inesgot\u00e1vel para a hist\u00f3ria e suas publica\u00e7\u00f5es s\u00e3o um documento invej\u00e1vel, um retrato mesmo de um per\u00edodo e uma \u00e9poca. \u00c9 certo que entre as melhores est\u00e3o as que n\u00e3o se destinam meramente ao mercado tur\u00edstico, produzidas por grandes fot\u00f3grafos e as fotografias hist\u00f3ricas.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> Na Fran\u00e7a, as exposi\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es do ano Brasil, Brasis, resultaram em contribui\u00e7\u00f5es positivas e recentes, dignas de continuidade e imita\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> No que concerne ao cinema, historicamente, o cinema brasileiro foi introduzido na Fran\u00e7a em primeiro lugar pela \u201cMulher Rendeira\u201d, m\u00fasica do filme O cangaceiro (1953) de Anselmo Duarte o qual permaneceu mais circunscrito ao Cinema novo entre as revela\u00e7\u00f5es do famoso Festival de Cannes. A hist\u00f3ria da cinematografia brasileira desde os nascedouros at\u00e9 os anos oitenta, \u00e9 a obra fundamental organizada por Antonio Paranagu\u00e1. Publicada pelo Centre Pompidou constitui-se numa magn\u00edfica exce\u00e7\u00e3o que engrandece a s\u00e9tima arte entre n\u00f3s. Admirados pela cr\u00edtica e o p\u00fablico franc\u00eas como um todo, os trabalhos do nosso Glauber Rocha e os de Nelson Pereira dos Santos, s\u00e3o respeitados e divulgados nos circuitos de cineclubes. Novos cineastas, como Walter Salles s\u00e3o conhecidos pelo p\u00fablico franc\u00eas e norte-americano, a partir dos anos noventa. Nada se sabe tamb\u00e9m sobre os esfor\u00e7os da poetisa, atriz e roteirista Bruna Lombardi t\u00e3o conhecida em Los Angeles. Sobre os novos cineastas,faltam an\u00e1lises mais profundas de suas obras, pois,essas cr\u00edticas e an\u00e1lises est\u00e3o mais restritas a revistas e peri\u00f3dicos e quase nada sai na imprensa especializada.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> As Telenovelas,folhetins televisivos tem certa difus\u00e3o entre canais franceses e podem interessar os editores, mas faltam temas e desmpenhos que impulsionem a arte e motivem um trabalho sobre a import\u00e2ncia das grandes redes de televis\u00e3o no Brasil. Em geral ,esses folhetins manifestam ,numa s\u00edntese, uma vis\u00e3o que distorce a compreens\u00e3o da sociedade para a qual elas s\u00e3o produzidas e as finalidades da sua transmiss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> Na m\u00fasica erudita, Heitor Villa-Lobos \u00e9 autor importante nos Estados Unidos, onde tamb\u00e9m se conhece o maestro Eleazar de Carvalho que l\u00e1 viveu e estudou por um bom per\u00edodo de sua vida, chegando mesmo a tornar-se autor de uma \u00f3pera. Na Fran\u00e7a, por\u00e9m nada se conhece sobre, a \u00f3pera brasileira. O compositor Carlos Gomes (1836\u20131896) cujas obras s\u00e3o executadas e reverenciadas por grandes maestros na It\u00e1lia e nos pa\u00edses do Leste Europeu e tamb\u00e9m nos Estados Unidos \u00e9 praticamente um desconhecido. Os dicion\u00e1rios franceses de m\u00fasica n\u00e3o lhe fazem refer\u00eancia o que \u00e9 lament\u00e1vel para um pa\u00eds de t\u00e3o vasta cultura e amor \u00e0s artes, ao mesmo tempo em que se constitui numa restri\u00e7\u00e3o ao mais importante autor brasileiro do g\u00eanero.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> A partir do reconhecimento de ser a nossa m\u00fasica um elemento influenciador do jazz e da pr\u00f3pria m\u00fasica erudita francesa, verdade reconhecida por um musicista como Darius Milhaud sentimos falta de uma hist\u00f3ria da nossa m\u00fasica erudita. A bibliografia existente pesquisada vem seguindo os interesses ditados nos interesses do mercado de discos, fruto de uma vasta discografia, j\u00e1 conhecida,sugerindo um certo conservadorismo tradicional.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> O entusiasmo pela m\u00fasica barroca de um certo n\u00famero de gravadoras principiaram o despertar de um interesse que pode resultar no descobrimento da riqueza do patrim\u00f4nio musical brasileiro. Composto desde os fins do s\u00e9culo XVII, poucos brasileiros o conhecem e pouqu\u00edssimos estudos o divulgam. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000; font-family: Tahoma;\"> O interesse pela dan\u00e7a brasileira no caso dos franceses \u00e9 incipiente apesar de grandes bailarinas brasileiras que muito devem a Tatiana Lescwhova. Apesar das v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es, algumas, pouco conhecidas da autoria de Augusto Boal, que viveu longo tempo na Fran\u00e7a, as expectativas pela propaga\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a parecem ser maiores do que a realidade.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Hist\u00f3ria das Artes no Brasil, tomadas em seu conjunto,n\u00e3o \u00e9 ainda t\u00e3o conhecida na<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":1598,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[],"class_list":["post-59","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1599,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59\/revisions\/1599"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}