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{"id":1938,"date":"2013-04-04T00:00:28","date_gmt":"2013-04-04T00:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/?p=1938"},"modified":"2021-03-24T00:50:06","modified_gmt":"2021-03-24T00:50:06","slug":"amazonia-afinal-uma-boa-noticia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/2013\/04\/04\/amazonia-afinal-uma-boa-noticia\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia: Afinal uma Boa Not\u00edcia"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemIntroText\">\n<p align=\"justify\"><strong>De 1982 at\u00e9 1996, participei de mais de uma d\u00fazia de viagens ao longo do rio Amazonas. Partindo de Macap\u00e1, no Amap\u00e1, \u00edamos at\u00e9 Iquitos no Peru, e de volta a Bel\u00e9m do Par\u00e1. Essas viagens em geral duravam um total de 45 dias.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Destarte, conhe\u00e7o todo o percurso do Amazonas, praticamente palmo-a-palmo, ao longo daquela rota. N\u00e3o apenas sub\u00edamos o Amazonas, como tamb\u00e9m v\u00e1rios dos seus afluentes. Viajava como &#8220;lecturer&#8221; das chamadas &#8220;expedi\u00e7\u00f5es&#8221;, da Society Expeditions, de Seattle, Washington, que promovia viagens de &#8220;turismo ecol\u00f3gico&#8221; pelo mundo afora. Os viajantes eram na sua maioria &#8220;turistas inocentes&#8221;, mas entre eles havia sempre pessoas, ou grupos de pessoas, que defendiam uma tomada do Amazonas pelos europeus ou americanos (dependia de quem fazia tal proposta), em defesa do que chamavam de &#8220;um bem comum da humanidade&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em minhas aulas para eles, sempre fiz o m\u00e1ximo para apresentar o ponto de vista brasileiro, e demonstrar que esse desejo de se apoderar da Amaz\u00f4nia era antigo, vindo desde os dias coloniais, e como os colonizadores portugueses tinham defendido a regi\u00e3o ferozmente, fechando o rio a toda e qualquer incurs\u00e3o estrangeira, fosse de natureza &#8220;tur\u00edstica&#8221;, comercial, ou o que seja. Gra\u00e7as aos portugueses, a Amaz\u00f4nia permaneceu brasileira.<\/p>\n<p align=\"justify\">Lembrava-os ainda como o Secret\u00e1rio da Marinha Americana Matthew Fontaine Maury, em meados do s\u00e9culo XIX, defendera uma poss\u00edvel invas\u00e3o do Amaz\u00f4nas por &#8220;um povo m\u00e1sculo e civilizado&#8221;, que soubesse e pudesse explorara suas riquezas, ditas &#8220;infindas&#8221; (os norte-americanos, evidentemente). Salvou-nos a Guerra Civil Americana (1860-1865), que desviou a aten\u00e7\u00e3o americana para outros empreendimentos. Tivesse a proposta de Maury prevalecido, a Amaz\u00f4nia teria sido destru\u00edda por levas e levas de colonos, sem a menor no\u00e7\u00e3o da fragilidade do meio ambiente amaz\u00f4nico. Com o agravante que a mesma teria se tornado um grande centro de escravagismo africano, pois era isso que Maury propunha: usar a Amaz\u00f4nia como um &#8220;dumping ground&#8221; de escravos africanos, tirados dos EUA &#8211; &#8220;livrando-os&#8221; assim da popula\u00e7\u00e3o negra &#8211; para fazer o trabalho dos brancos nas selvas amaz\u00f4nicas.<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o apenas os americanos tinham olho grande na regi\u00e3o. Em um dado momento, o Imperador Napole\u00e3o III quase que matou o embaixador brasileiro de susto, em Paris, quando muito casualmente o informou de que a Fran\u00e7a em breve ocuparia a regi\u00e3o, mas que isso n\u00e3o deveria preocupar os brasileiros, pois esses ainda ficariam com um grande territ\u00f3rio, maior do que a maioria dos pa\u00edses europeus!<\/p>\n<p align=\"justify\">A &#8220;abertura&#8221; da Amaz\u00f4nia, foi feita de maneira alvoro\u00e7ada, e logo essa virou campo de atividade dos seringueiros, o que tornou aquele lugar numa verdadeira &#8220;casa da M\u00e3e Joana&#8221;. Meu av\u00f3s, ambos paternos e maternos, participaram da migra\u00e7\u00e3o nordestina para terras amaz\u00f4nicas, de modo que meu conhecimento daquele per\u00edodo foi adquirido de &#8220;primeira m\u00e3o&#8221;, daquilo que eles pessoalmente me contaram. Muitos parentes nossos ainda ficaram por l\u00e1, e se distinguiram na jurisprud\u00eancia e no governo do Par\u00e1.<\/p>\n<p align=\"justify\">O que vi e ouvi falar, em minhas andan\u00e7as por aquelas regi\u00f5es, foram coisas inacredit\u00e1veis. Constatei a presen\u00e7a de estrangeiros se apoderando de \u00e1reas com dep\u00f3sitos minerais de todo tipo, que s\u00e3o &#8220;exportados&#8221; de avi\u00e3o e por barco, sem o conhecimento das autoridades brasileiras. Encontrei barcos de traficantes estrangeiros, vindos do Tabatinga, inclusive cometendo crimes comuns contra a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, centenas de quil\u00f4metros adentro do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p align=\"justify\">Certa feita, enviei relat\u00f3rio ao Ministro do Interior (com quem trabalhava) sobre um crime contra uma certa senhora, estuprada e depois despeda\u00e7ada com fac\u00f5es, cometido por traficantes &#8220;peruanos&#8221;, evidentemente drogados, mas que a Pol\u00edcia Federal, encarregada da seguran\u00e7a na \u00e1rea, alegou ser mentira minha. Passei por mentiroso, e &#8220;mit\u00f4mano&#8221;, e achei melhor calar a boca, e nunca mais relatar coisa alguma do que encontrava de errado naquelas paragens.<\/p>\n<p align=\"justify\">O que ocorre de errado naquela regi\u00e3o, em geral ocorre com a coniv\u00eancia das pr\u00f3prias autoridades, ditas &#8220;competentes&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Essa nova pol\u00edtica, de controlar a presen\u00e7a estrangeira na Amaz\u00f4nia, j\u00e1 ocorre muito tarde.trata-se de se\u00e7\u00e3o not\u00edcias ,de 5 de maio, pag 16 do jornal ingl\u00eas THE INDEPENDENT, da autoria do rep\u00f3rter Marco Sibaja relativa a sessenta por cento do territ\u00f3rio brasileiro pode se fechar para estrangeiros que n\u00e3o obtiveram uma autoriza\u00e7\u00e3o especial para visitar a maior floresta tropical do mundo, mas, quem sabe? Talvez venha mitigar esse problema gigantesco, naquela regi\u00e3o que \u00e9 legalmente nossa, mas que ainda n\u00e3o \u00e9 efetivamente controlada pelo Brasil.<\/p>\n<p align=\"justify\">E as Farc, hein? Quem fica de olho nelas?<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 1982 at\u00e9 1996, participei de mais de uma d\u00fazia de viagens ao longo do<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":1939,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-1938","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-relacoes-internacionais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1938","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1938"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1938\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1940,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1938\/revisions\/1940"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1939"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1938"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}