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{"id":1916,"date":"2013-04-04T01:05:32","date_gmt":"2013-04-04T01:05:32","guid":{"rendered":"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/?p=1916"},"modified":"2021-03-23T23:54:07","modified_gmt":"2021-03-23T23:54:07","slug":"a-importancia-do-oceano-atlantico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/2013\/04\/04\/a-importancia-do-oceano-atlantico\/","title":{"rendered":"A Import\u00e2ncia do Oceano Atl\u00e2ntico"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemIntroText\">\n<p><strong>Em todas as \u00e9pocas da Hist\u00f3ria o homem tem se lan\u00e7ado ao mar em busca de participa\u00e7\u00e3o dos bens da terra e tamb\u00e9m dos tesouros de long\u00ednquos continentes. Por defini\u00e7\u00e3o, todo povo que tem acesso \u00e0 costa, por mais insignificante que seja, contanto que disponha de portos atualiz\u00e1veis e de \u00e1guas naveg\u00e1veis, pode, em princ\u00edpio, ter participa\u00e7\u00e3o no tr\u00e1fico mar\u00edtimo mundial.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">\n<p>Por outro lado, o maior ou menor grau de interven\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es de sua import\u00e2ncia ditas \u201ccivilizadas\u201d no tr\u00e1fico mar\u00edtimo constitui um fator indicativo de sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica e pol\u00edtica no cen\u00e1rio mundial.<\/p>\n<p>Aparece, ent\u00e3o, toda a enorme for\u00e7a dispersiva a toda hostilidade da grande massa l\u00edquida que expulsa de si todos os povos que n\u00e3o a dominam, isolando-os e privando-os de toda classe de recursos. A t\u00e3o propalada \u201cliberdade dos mares\u201d, transformada em doutrina a partir de Hugo Grotius, nunca existiu para todos.O mar \u00e9 livre unicamente para os que o dominam. Assim, as pot\u00eancias mar\u00edtimas ao captar e dirigir a vontade das correntes de energia econ\u00f4mica e pol\u00edtica dos oceanos, podem exercer uma influ\u00eancia t\u00e3o grande sobre a pol\u00edtica geral que com freq\u00fc\u00eancia chega t\u00e3o grande sobre a pol\u00edtica dos oceanos, podem exercer uma influ\u00eancia t\u00e3o grande sobre a pol\u00edtica geral que com freq\u00fc\u00eancia chega a ter suas m\u00e3os as chaves do controle da pol\u00edtica mundial.<\/p>\n<p>Entre os oceanos que desempenham importante papel no passado e seguiram desempenhando-o no presente, o Atl\u00e2ntico ocupa o primeiro lugar. De fato, a situa\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico entre tr\u00eas continentes (Europa, Am\u00e9rica e \u00c1frica) lhe deu uma import\u00e2ncia muito grande para a humanidade.Por outro lado, o fato de n\u00e3o existir liga\u00e7\u00e3o entre a Europa e a Am\u00e9rica al\u00e9m do Atl\u00e2ntico, d\u00e1 a ele uma import\u00e2ncia capital, no que diz respeito ao tr\u00e1fico. Contrariamente ao que ocorre no Pac\u00edfico, os espa\u00e7os do Atl\u00e2ntico s\u00e3o transpostos com relativa facilidade. Outra vantagem do Atl\u00e2ntico \u00e9 a circunst\u00e2ncia de possuir um grande n\u00famero de tipos diferentes de costas,favor\u00e1veis em sua maioria. As ribeiras da Europa e da Am\u00e9rica oferecem \u00f3timas condi\u00e7\u00f5es para a explora\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>Assim, tanto os Estados europeus como os americanos (ex-col\u00f4nias) do Norte e do Sul t\u00eam no Atl\u00e2ntico seu centro de gravidade e isto representou e representa uma condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para o desenvolvimento de um intenso tr\u00e1fego mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o mais prejudicada pela pen\u00faria de portos \u00e9 a \u00c1frica Sul-Ocidental. Em compensa\u00e7\u00e3o, do lado da Am\u00e9rica existe, nas partes\u00a0 Norte e Sul, uma s\u00e9rie de excelentes portos que permitem e estimulam um ativo tr\u00e1fico mar\u00edtimo, entre eles est\u00e1 o porto do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Os primeiros ensaios sistem\u00e1ticos para a explora\u00e7\u00e3o do Oceano Atl\u00e2ntico partiram dos Estados Ib\u00e9ricos.Com efeito, a partir de meados do s\u00e9culo XIV, marinheiros portugueses j\u00e1 haviam descoberto e colonizado as Ilhas Can\u00e1rias, Madeira e os A\u00e7ores. Mas o maior impulso foi provocado pela expans\u00e3o dos turcos em dire\u00e7\u00e3o ao levante, no s\u00e9culo foi provocado pela expans\u00e3o dos turcos em dire\u00e7\u00e3o ao levante, no s\u00e9culo XV, pelo fato de apossarem-se das rotas terrestres para o Oriente.Esse fato tornou indispens\u00e1vel a procura de um caminho mar\u00edtimo que conduzisse diretamente \u00e0s \u00cdndias, com o objetivo de alcan\u00e7ar as riquezas orientais.<\/p>\n<p>A pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para a explora\u00e7\u00e3o da costa africana pelos portugueses foi o dom\u00ednio do estreito de Gilbratar. Essa pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o foi conseguida com a conquista de Ceuta em 1415 e desde aquele momento foi poss\u00edvel pensar e organizar a explora\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos mares ocidentais. Essa empresa est\u00e1 ligada ao Infante D.Henrique, o navegador que se dedicou a estudos geogr\u00e1ficos e \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o de expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas direcionadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o da costa ocidental africana e \u00e1 rota mar\u00edtima para a \u00cdndia.<\/p>\n<p>Enquanto os portugueses sulcavam os mares em busca do caminho oriental da \u00cdndia, os espanh\u00f3is concentravam aten\u00e7\u00e3o e esfor\u00e7os na rota ocidental.Na realiza\u00e7\u00e3o desse projeto coube a Crist\u00f3v\u00e3o Colombo o m\u00e9rito de realizar a primeira travessia do Atl\u00e2ntico de leste \u00e0 oeste e vice-versa, imprimindo assim uma nova dire\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria do mundo(2).Tanto para portugueses como para espanh\u00f3is o Atl\u00e2ntico n\u00e3o era sen\u00e3o o caminho que, em dire\u00e7\u00e3o ao poente, conduzia \u00e0s ilhas das especiarias e a opulenta \u00cdndia e ao legend\u00e1rio Catay.<\/p>\n<p>A not\u00edcia do descobrimento da Am\u00e9rica e das travessias do Oceano Atl\u00e2ntico, produziu naquela \u00e9poca uma sensa\u00e7\u00e3o superior \u00e0 das viagens transoce\u00e2nicas de Lindbergh e outros. Atr\u00e1s dos portugueses e dos espanh\u00f3is,come\u00e7aram a participar da explora\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico os navegantes de outras na\u00e7\u00f5es, como ingleses, franceses e holandeses. Assim, de acordo com a predomin\u00e2ncia de povos de uma ou de outra na\u00e7\u00e3o podemos classificar a explora\u00e7\u00e3o e dom\u00ednio do Atl\u00e2ntico nos seguintes per\u00edodos: a) \u00e9poca hispano-portuguesa; b) \u00e9poca holandesa; c) \u00e9poca anglo-francesa; d) \u00e9poca anglo-americana(3).<\/p>\n<p>A nova pol\u00edtica econ\u00f4mica que ligou os destinos de Portugal definitivamente ao mar contou com o aux\u00edlio de numerosas circunst\u00e2ncias para manter e desenvolver-se. Em primeiro lugar, era necess\u00e1rio que as condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas no seu tr\u00edplice aspecto de costas acess\u00edveis, boas portos e f\u00e1cil penetra\u00e7\u00e3o para o interior permitissem e estimulassem a atividade mar\u00edtima.Em segundo lugar, era indispens\u00e1vel a voca\u00e7\u00e3o mar\u00edtima da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 qual cabia a complexa miss\u00e3o de construir e conduzir os navios num per\u00edodo ainda incerto para a navega\u00e7\u00e3o.Finalmente era imprescind\u00edvel o concurso de elementos fundamentais para o com\u00e9rcio exterior, isto \u00e9 ,que os portos desempenhassem a fun\u00e7\u00e3o de pontos de escala da marinha mercante internacional, colocando assim nas m\u00e3os de Portugal as chaves da circula\u00e7\u00e3o transcontinental,que traria como conseq\u00fc\u00eancia o seu predom\u00ednio pol\u00edtico, que traria como conseq\u00fc\u00eancia o seu predom\u00ednio pol\u00edtico e econ\u00f4mico(4).<\/p>\n<p>Quando um povo n\u00e3o recorre ao mar ou quando, por motivos pol\u00edticos, tem a sua navega\u00e7\u00e3o dificultada, o mar para ele deixa de ser um elemento de comunica\u00e7\u00e3o para tornar-se um fator de isolamento. Mas para aquele que o domina, representa um meio de aproxima\u00e7\u00e3o e converte em ponte de tr\u00e1fico.Para as pot\u00eancias coloniais, cujos dom\u00ednios se encontravam no ultramar e que al\u00e9m disso eram pot\u00eancias navais, no sentido militar, o mar se transformou num tra\u00e7o de uni\u00e3o entre as metr\u00f3poles e as col\u00f4nias.<\/p>\n<p>Enquanto permanece inexplorado, o Oceano Atl\u00e2ntico foi uma fronteira intranspon\u00edvel al\u00e9m da qual havia um mundo desconhecido.Somente depois que os espanh\u00f3is puseram o p\u00e9 na Am\u00e9rica e os portugueses transpuseram o p\u00e9 o Cabo da Boa Esperan\u00e7a \u00e9 que o Atl\u00e2ntico come\u00e7ou a entrar na hist\u00f3ria da humanidade como importante ponte de comunica\u00e7\u00f5es.As caracter\u00edsticas da economia mundial iam se acentuando \u00e0 medida que se produziam altern\u00e2ncias de prosperidade e crises de produ\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio em ambas as margens do Atl\u00e2ntico. Dessa forma, durante os \u00faltimos s\u00e9culos as pot\u00eancias coloniais da Europa determinaram a sorte do Atl\u00e2ntico.Elas representaram o Ocidente diante dos demais continentes e ra\u00e7as. Em primeiro lugar foram os portugueses e espanh\u00f3is que com seu esfor\u00e7o civilizador exerceram perturb\u00e1vel influ\u00eancia nas margens opostas, mas n\u00e3o conseguiram manter suas pretens\u00f5es de monop\u00f3lio sobre o Atl\u00e2ntico contra as impetuosas investidas dos povos do norte da Europa.(5)<\/p>\n<p>Sem o mar seria imposs\u00edvel organizar-se a economia internacional, pois as rela\u00e7\u00f5es da Europa com a Am\u00e9rica, com a \u00c1frica ou com a \u00c1sia teriam sido praticamente imposs\u00edveis. Assim o mar acabou de exercer um verdadeiro monop\u00f3lio sobre a grande circula\u00e7\u00e3o de mercadorias.<\/p>\n<p>Do ponto de vista do dom\u00ednio da tecnologia, do aumento da tonelagem e da qualidade dos navios e do novo papel desempenhado pela circula\u00e7\u00e3o sob o ponto de vista econ\u00f4mico, a explora\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico produziu diversas fases na evolu\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o comercial. A primeira grande fase chegaria ate o s\u00e9culo XVIII e sua principal caracter\u00edstica \u00e9 o fato de ser a navega\u00e7\u00e3o mais um instrumento passivo que ativo, exercendo pouca interfer\u00eancia no movimento das trocas. Numa segunda fase, que iria aproximadamente do \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XVIII a meados do s\u00e9culo do s\u00e9culo XIX, definiram-se as grandes rotas comerciais do Oceano Atl\u00e2ntico e criaram-se as rela\u00e7\u00f5es e afinidades que definiriam o complexo mecanismo do com\u00e9rcio internacional. Finalmente, numa terceira fase ela passou a ser a organizadora de toda a circula\u00e7\u00e3o. Os pa\u00edses que detinham maior navega\u00e7\u00e3o passaram a ser os mais importantes sob o ponto de vista pol\u00edtico e econ\u00f4mico. As rela\u00e7\u00f5es comerciais, por outro lado,v\u00e3o alcan\u00e7ando uma complexidade cada vez maior.Desse modo, na evolu\u00e7\u00e3o dos transportes mar\u00edtimos se podem conceber tr\u00eas per\u00edodos diferentes: 1) o primeiro foi aquele em que a mercadoria era reservada ao armador e s\u00f3 excepcionalmente seu transporte se fazia por conta de outro; 2) o segundo \u00e9 aquele no qual a mercadoria deixa de pertencer ao armador para pertencer ao pavilh\u00e3o; 3) no terceiro per\u00edodo, a mercadoria perde a nacionalidade e os transportes mar\u00edtimos servem-na indistintamente.(6)<\/p>\n<p>Os primeiros atores do cen\u00e1rio do Atl\u00e2ntico Sul vieram do hemisf\u00e9rio norte. Buscavam pontos de apoio em territ\u00f3rios onde ainda n\u00e3o exerciam sua soberania. Com isto, valorizavam alguns pontos estrat\u00e9gicos conforme o grau de controle sobre as rotas comerciais.Assim, a intensifica\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico mar\u00edtimo no Atl\u00e2ntico Sul foi gerada pelas necessidades das economias do hemisf\u00e9rio norte.<\/p>\n<p>O tra\u00e7o marcante \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o e complementa\u00e7\u00e3o das necessidades de trocas das economias das col\u00f4nias americanas ao grande fluxo de circula\u00e7\u00e3o de mercadorias impulsionado pelas economias europ\u00e9ias. A busca dessa complementaridade conduz \u00e0\u00a0 elabora\u00e7\u00e3o da teia de rotas no sentido norte-sul, leste-oeste. A trama da rede atl\u00e2ntica e sobretudo do Atl\u00e2ntico, seria desenhada a partir das seguintes rotas principais: a) uma que procede do \u00cdndico Afro-Asi\u00e1tico e demanda \u00e0 Europa,depois de contornar o Cabo da Boa Esperan\u00e7a, passando ao largo dos arquip\u00e9lagos dos A\u00e7ores e Cabo Verde, muitas vezes com escalas pelo Rio de Janeiro e Salvador; b)uma que\u00a0 demanda aos atuais Estados Unidos da Am\u00e9rica, cruzando ao Sul em sentido diagonal; c) uma que procede do Estreito de Magalh\u00e3es, Rio da Prata e Rio de Janeiro,cortando o Atl\u00e2ntico na dire\u00e7\u00e3o dos portos da Europa Ocidental ou Mediterr\u00e2neo. Finalmente uma que bifurca da rota anterior na altura do Nordeste do Brasil para demandar \u00e0 Costa Leste dos EUA. Al\u00e9m dessas principais, existem outras menores que dizem respeito quase exclusivamente a rela\u00e7\u00f5es bilaterais. Ent\u00e3o nesse caso a rota da Costa da Mina para a Bahia; a do \u00cdndico Afro-Asi\u00e1tico para o Rio de Janeiro e para Portugal; a da costa ocidental africana para o Rio de Janeiro e nordeste do Brasil A Europa havia, finalmente( 7).<\/p>\n<p>Os fluxos mar\u00edtimos do Atl\u00e2ntico Sul, alimentando as economias de v\u00e1rios continentes sendo por elas alimentados, mostram que as rotas inter-continentais da Am\u00e9rica do Sul para a Europa Ocidental se cruzam com as procedentes do Cabo da Boa Esperan\u00e7a para os EUA.<\/p>\n<p>As novas \u00e1reas geo-econ\u00f4micas do ultramar atra\u00edam capitais e comerciantes da Europa.Do mesmo modo que os particulares, os chefes de Estado desejavam aumentar o patrim\u00f4nio nacional. Por isso era necess\u00e1rio criar novas fontes de enriquecimento no continente e nas col\u00f4nias. A Europa, alargada pela conquista do Atl\u00e2ntico p\u00f4de sair das dificuldades econ\u00f4micas em que se encontrava, destruindo os quadros feudais que amarravam o seu desenvolvimento.O mercantilismo encontrou, assim, no Oceano Atl\u00e2ntico, a for\u00e7a necess\u00e1ria para sua transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A montagem das rotas mar\u00edtimas desenvolveu-se pela necessidade de liga\u00e7\u00e3o da Europa com as regi\u00f5es coloniais produtoras de riquezas. De outro lado, \u201cas exig\u00eancias de abastecimento e de transporte seriam o maior incentivo \u00e0s constru\u00e7\u00f5es navais e ao com\u00e9rcio, \u00e0 t\u00e9cnica e \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o social de bens\u201d(8). A Europa havia, finalmente, criado novas condi\u00e7\u00f5es de evolu\u00e7\u00e3o. \u201cFormaram-se Imp\u00e9rios, definiram-se Estados, separaram-se povos, criaram-se novas rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e de consumo e abriram-se novas vias comerciais. As grandes monarquias, despertadas pelo choque recebido, encontraram novas energias que as levaram a libertarem-se daquela esp\u00e9cie de sujei\u00e7\u00e3o imposta desde recuados tempos pelo Mediterr\u00e2neo. A nova sociedade que substituiu o feudalismo possu\u00eda as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas para desenvolvimento: base geogr\u00e1fica intercontinental de troca,\u00a0 acumula\u00e7\u00e3o de riqueza e prest\u00edgio de Estado\u201d (9).<\/p>\n<p>O Oceano Atl\u00e2ntico p\u00f4de assim transformar a civiliza\u00e7\u00e3o continental em civiliza\u00e7\u00e3o universal, Tornando-se por isso mesmo a via mar\u00edtima indispens\u00e1vel para o fortalecimento do capitalismo Moderno.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>(2) SIEWERT,Wulf \u2013 El Atl\u00e2ntico,Madrid,Labor,1942.P.41.\u00a0Histoire de la Navigation,Paris,PUF,1941. Cap.III\u00a0 e IV.<\/p>\n<p>(3) SIEWERT,W. \u2013 op.cit.p.48 e segts.<\/p>\n<p>(4) PEREIRA,ArmandoG. \u2013 A economia do mar.Lisboa,livraria Morais,1931.p.7.<\/p>\n<p>(5) \u00a0SIEWERT,W. \u2013 Op.cit.p.186.<\/p>\n<p>(6) \u00a0PEREIRA,A.G \u2013 Op.cit.p.272.<\/p>\n<p>(7) CAMINHA,Jo\u00e3o Carlos G.\u201d O Atl\u00e2ntico Sul e a Marinha do Brasil\u201d, in Revista Mar\u00edtima Brasileira.1\u00ba trimestre,Rio,1986.<\/p>\n<p>(8) DIAS,Manuel Nunes \u2013 A Companhia Geral do Gr\u00e3o Par\u00e1 e Maranh\u00e3o (1775 \u2013 1778).S\u00e3o Paulo,U.S.P.,1971,P.54.<\/p>\n<p>(9) Dias,M..N. \u2013 Op.cit.p.54.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em todas as \u00e9pocas da Hist\u00f3ria o homem tem se lan\u00e7ado ao mar em busca<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":1917,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-1916","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-relacoes-internacionais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1916","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1916"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1916\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1918,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1916\/revisions\/1918"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1917"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}