<br />
<b>Notice</b>:  Function _load_textdomain_just_in_time was called <strong>incorrectly</strong>. Translation loading for the <code>DFLIP</code> domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the <code>init</code> action or later. Please see <a href="https://developer.wordpress.org/advanced-administration/debug/debug-wordpress/">Debugging in WordPress</a> for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in <b>/home1/nehscfor/public_html/home/wp-includes/functions.php</b> on line <b>6131</b><br />
<br />
<b>Deprecated</b>:  Creation of dynamic property DFlip::$settings_text is deprecated in <b>/home1/nehscfor/public_html/home/wp-content/plugins/dflip/dflip.php</b> on line <b>455</b><br />
<br />
<b>Deprecated</b>:  Optional parameter $index declared before required parameter $type is implicitly treated as a required parameter in <b>/home1/nehscfor/public_html/home/wp-content/plugins/gloria-sidebar-generator/render.php</b> on line <b>462</b><br />
{"id":1891,"date":"2013-04-04T00:27:27","date_gmt":"2013-04-04T00:27:27","guid":{"rendered":"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/?p=1891"},"modified":"2021-03-18T23:45:09","modified_gmt":"2021-03-18T23:45:09","slug":"a-tragedia-do-virginia-technological-institute","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/2013\/04\/04\/a-tragedia-do-virginia-technological-institute\/","title":{"rendered":"A Trag\u00e9dia do Virginia Technological Institute"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemIntroText\">\n<p><strong>Cada vez que ocorre algo inusitado no notici\u00e1rio internacional, as tev\u00eas do Brasil procuram \u201cespecialistas\u201d, para dar suas abalizadas opini\u00f5es sobre o assunto. N\u00e3o deixou de ser diferente o notici\u00e1rio sobre a trag\u00e9dia ocorrida no Virginia Technological Institute.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A TV Globo logo buscou uma professora da USP, que opinou ter sido \u201co capitalismo americano\u201d o respons\u00e1vel por aquela trag\u00e9dia. A raz\u00e3o dessa trag\u00e9dia, assim afirmou a professora, teria sido o capitalismo exigindo sempre \u00a0lucros, como o da venda de armas. Portanto, as armas vendidas nos Estados Unidos da Am\u00e9rica\u00a0 seriam simplesmente vendidas pelo lucro que d\u00e3o aos capitalistas e\u00a0 armas nas m\u00e3os do povo sempre resultam em trag\u00e9dias, afirmou.<\/p>\n<p>Contudo, os antecedentes da luta pelo direito do cidad\u00e3o poder portar armas, como estabelecido na Constitui\u00e7\u00e3o americana, n\u00e3o foram sequer mencionados pela convidada. Muito menos a possibilidade, por exemplo, de o aluno assassino, Cho Seung-Hui, ter tido problemas mentais, como evidentemente ficou comprovado que ele tinha.<\/p>\n<p>De \u00a0fato, ela esqueceu de mencionar que na hist\u00f3ria americana, h\u00e1 uma grande e fundamentada tradi\u00e7\u00e3o da posse de armas, inclusive, omitindo o artigo da Constitui\u00e7\u00e3o norte-americana, que d\u00e1 ao povo \u201co direito de manter armas\u201d. Esse \u00e9 um direito dado quase como \u201csagrado\u201d e que tem mantido naquele pa\u00eds uma democracia, por 220 anos. \u00a0Na pr\u00e1tica,qualquer governo norte- americano que pretenda impor uma ditadura encontrar\u00e1 pela frente milh\u00f5es de cidad\u00e3os americanos, com armas na m\u00e3o, prontos para derrub\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Foi perguntado a um general japon\u00eas, depois da Segunda Guerra, por que ele n\u00e3o tinha invadido a Costa Oeste dos Estados Unidos, t\u00e3o longa e desprotegida. Ele respondeu que aquela n\u00e3o era uma costa desprotegida pois\u00a0 \u201cestudei na Calif\u00f3rnia\u201d, afirmou o general, \u201ce vi o n\u00famero de clubes de tiro que existem l\u00e1, e \u00a0vi como todas as pessoas possuem armas de fogo, e atiram muito bem. Uma invas\u00e3o teria enfrentado milh\u00f5es de cidad\u00e3os armados e de boa pontaria. Seria um desastre para n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 bom lembrar tamb\u00e9m que o artigo III da Constitui\u00e7\u00e3o americana, assim reza: &#8230;\u201c(Considerando-se que) uma mil\u00edcia bem regularizada \u00e9 necess\u00e1ria para a seguran\u00e7a de um Estado livre, o direito do povo de possuir e manter armas n\u00e3o ser\u00e1 violado\u201d.<\/p>\n<p>Por que raz\u00e3o esse artigo, t\u00e3o claro e perempt\u00f3rio, foi colocado na Constitui\u00e7\u00e3o? Ocorre que uma das raz\u00f5es pelas quais os americanos se rebelaram contra \u201ca tirania do rei ingl\u00eas\u201d , como eles se expressavam, fora o decreto do rei, proibindo-os \u00a0de possu\u00edrem armas. Vivendo em zonas de fronteira, em constante conflito com os \u00edndios, os colonos sabiam que sem armas os das fronteiras mais afastadas seriam simplesmente trucidados. Mas, mesmo assim, o rei insistiu e os proibiu de possuir armas, e ainda obrigou-os a receber, em suas pr\u00f3prias casas, os soldados enviados para manter a paz na col\u00f4nia. Esses soldados eram h\u00f3spedes inconvenientes e mant\u00ea-los, revelou-se medida de custo elevado, raz\u00e3o pela qual, os colonos se recusavam a t\u00ea-los em suas resid\u00eancias. Da\u00ed que, ao se libertarem e escreverem uma constitui\u00e7\u00e3o para o novo pa\u00eds, o assunto das armas foi posto em discuss\u00e3o na Constituinte, que se reuniu em Filad\u00e9lfia. Ficou ali manifesto que todos estavam de acordo com a necessidade de se dar ao cidad\u00e3o o direito de possuir armas para sua pr\u00f3pria defesa, livrando-os da depend\u00eancia de um Estado possivelmente tirano, como aquele do qual h\u00e1 pouco tinham se libertado.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m lembrar aqui, epis\u00f3dio que poderia ter gerado resist\u00eancias,ocorrido no Brasil colonial, quando o pr\u00edncipe D. Jo\u00e3o mandou esvaziar as casas dos brasileiros, para acomodar os membros de sua corte fujona. Outra foi\u00a0 a atitude submissa dos colonos brasileiros que humildemente aceitaram tal imposi\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o pegaram em armas para defender seus direitos e suas propriedades. Os americanos, ao contr\u00e1rio, rebelaram-se.<\/p>\n<p>Os constituintes americanos tinham grande f\u00e9 no indiv\u00edduo e na sua capacidade de se auto governar. Mais ainda, tinham grande medo e desconfian\u00e7a do governo, de qualquer governo, e especialmente de ex\u00e9rcitos permanentes. Por isso, a Constitui\u00e7\u00e3o se refere \u00e0s mil\u00edcias, ou seja, a grupos de cidad\u00e3os armados, convocados por um tempo limitado para solucionar algum problema de rebeli\u00e3o ou de desordem. Esses trariam consigo suas pr\u00f3prias armas, em defesa do Estado. Assim reza a constitui\u00e7\u00e3o, no \u00a0seu Artigo 1, Se\u00e7\u00e3o 8, a saber: (O Congresso ter\u00e1 poderes de)&#8230;Convocar a Mil\u00edcia para executar as Leis da Uni\u00e3o, reprimir rebeli\u00f5es e repelir invas\u00f5es. Prover a organiza\u00e7\u00e3o, armamento e disciplinamento da Mil\u00edcia, e administrar a parte da mesma que for empregada aos servi\u00e7os dos Estados Unidos, reservando-se aos Estados, respectivamente, o poder de indicar os oficiais e as autoridades para treinar dita Mil\u00edcia, de acordo com disciplina a ser prescrita pelo Congresso \u201c\u201c.<\/p>\n<p>Note-se tamb\u00e9m que a Constitui\u00e7\u00e3o, muito a contragosto da maioria dos constituintes em Filad\u00e9lfia, fazia provis\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de \u201cex\u00e9rcitos nacionais\u201d. As mil\u00edcias estaduais passariam a ser denominadas de \u201cex\u00e9rcitos\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, foram estabelecidas restri\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o desses ex\u00e9rcitos, que na verdade n\u00e3o passavam de mil\u00edcias com outro nome. \u00a0Dessa forma, de acordo com a Magna Carta americana, ao Congresso cumpria: \u201cProver e manter os ex\u00e9rcitos nacionais, por\u00e9m nenhuma apropria\u00e7\u00e3o de verbas para esse prop\u00f3sito seja feita por um termo mais longo do que dois anos\u201d. Ressalte-se ser esta a provis\u00e3o constitucional que tanta dor de cabe\u00e7a tem dado ao Presidente George Bush, em sua constante busca de verbas para continuar mantendo a guerra no Iraque.<\/p>\n<p>Naquela ocasi\u00e3o, debateu-se tamb\u00e9m sobre qual seria o tamanho desse proposto ex\u00e9rcito nacional, composto de mil\u00edcias dos 13 estados que se uniam. Alguns sugeriram 800 homens, outros no m\u00e1ximo 3.000. Fazia-se ainda necess\u00e1rio criar um sistema \u201cpara controlar os ex\u00e9rcitos permanentes, em tempo de paz\u201d, conforme afirmou o constituinte Gouverneur Morris, da Pensilv\u00e2nia. Destarte, todos os constituintes demonstravam grande medo de que algum presidente desvairado viesse a utilizar as for\u00e7as armadas a fim de impor alguma forma de tirania \u00e0 pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o. \u00a0Foi o caso do constituinte Juiz Elbridge Gerry, de Massachussetts, de tal maneira teme roso, opunha-se \u00e0 exist\u00eancia de um ex\u00e9rcito permanente, e, por essa e por outras raz\u00f5es, recusou-se assinar a Constitui\u00e7\u00e3o.O entendimento comum era o de que\u00a0 armas s\u00f3 podiam ser confiadas nas m\u00e3os dos cidad\u00e3os e nunca nas m\u00e3os do Estado; pensamento, predominante \u00e0 maioria dos constituintes de Filad\u00e9lfia, em 1778.<\/p>\n<p>Hoje, americanos de esquerda, defendem a proibi\u00e7\u00e3o de armas em m\u00e3os dos cidad\u00e3os e argumentam que os constituintes de 1778 tinham em mente colocar armas apenas nas m\u00e3os das mil\u00edcias. Mas essa n\u00e3o foi \u00e0 maneira como os cidad\u00e3os americanos, da \u00e9poca, inclusive os pr\u00f3prios constituintes, interpretaram as cl\u00e1usulas constitucionais\u00a0 acima mencionadas. Afinal, as mil\u00edcias eram compostas de cidad\u00e3os, que utilizavam suas pr\u00f3prias armas no servi\u00e7o militar, trazidas de suas pr\u00f3prias casas. Assim, desde o in\u00edcio da Rep\u00fablica todos entenderam que os cidad\u00e3os tinham o direito constitucional de possuir e portar armas. Era mais do que um direito. Era uma obriga\u00e7\u00e3o, para rapidamente responder a qualquer convoca\u00e7\u00e3o que fosse feita para o servi\u00e7o militar. Assim, quando os colonos se rebelaram, e formaram um ex\u00e9rcito para lutar contra os ingleses, as armas utilizadas foram as que eles mesmos trouxeram de suas casas.<\/p>\n<p>No caso,uma luta contra as armas tem sido conduzida pela esquerda americana, por raz\u00f5es \u00f3bvias. Como modificar uma forma de governo republicano, e impor um sistema socialista, se o povo tem o poder de possuir armas? Um povo armado \u00e9 um perigo para os poss\u00edveis tiranos, que se atrevam a tomar-lhes a liberdade. Mais ainda, hoje em dia o n\u00famero de homens e mulheres que passaram por treino de guerra e\/ou que serviram em guerras, desde a Primeira Guerra Mundial, chega a v\u00e1rios milh\u00f5es \u2013 talvez a um todo de oito milh\u00f5es, assim se v\u00ea na Internet. Por exemplo, a organiza\u00e7\u00e3o chamada de Veteranos de Guerra, vem conduzindo uma busca, pela Internet, dos \u00faltimos cinco veteranos sobreviventes da Primeira Guerra Mundial (1915-1918). Os sobreviventes da Segunda Guerra, da Cor\u00e9ia, do Vietnam e de todas as a\u00e7\u00f5es militares, conduzidas no \u00faltimo s\u00e9culo, chegam aos oito milh\u00f5es. Esses veteranos, na sua maioria, se sentem como herdeiros daqueles que, em 1774, se rebelaram contra os ingleses. Por essa raz\u00e3o esses veteranos continuam fi\u00e9is \u00e0 id\u00e9ia do direito do cidad\u00e3o de possuir e portar armas em defesa do pa\u00eds, contra os inimigos internos e externos. Seu lema \u00e9 o mesmo adotado pelos Marines: \u201cSemper Vigilo, Fortis, Paratus et Fidelis\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada vez que ocorre algo inusitado no notici\u00e1rio internacional, as tev\u00eas do Brasil procuram \u201cespecialistas\u201d,<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":1892,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-1891","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-relacoes-internacionais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1891","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1891"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1891\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1893,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1891\/revisions\/1893"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1892"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1891"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1891"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1891"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}