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{"id":1786,"date":"2015-03-06T09:59:34","date_gmt":"2015-03-06T09:59:34","guid":{"rendered":"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/?p=1786"},"modified":"2021-02-09T23:59:25","modified_gmt":"2021-02-09T23:59:25","slug":"entrevista-com-o-senador-virgilio-tavora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/2015\/03\/06\/entrevista-com-o-senador-virgilio-tavora\/","title":{"rendered":"Entrevista com o Senador Virg\u00edlio T\u00e1vora"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemIntroText\">\n<p align=\"justify\">PROFESSORA LUCIARA SILVEIRA DE ARAG\u00c3O \u2013 Entrevista com o Senador Virg\u00edlio T\u00e1vora, dia 14 de Julho de 1976 para o Programa de Hist\u00f3ria Oral, produto do Conv\u00eanio da Universidade Federal do Cear\u00e1 com o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\u00a0L.A.\u00a0O senhor gostaria de fazer um breve resumo de sua vida pessoal, dados assim de sua filia\u00e7\u00e3o, nome completo, data de nascimento, enfim, dados que servissem a constru\u00e7\u00e3o de uma biografia sua no futuro?<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0V.T.\u00a0Nasci a 29 de setembro de 1919, Fortaleza. Pais cearenses ele m\u00e9dico e pol\u00edtico desde muitos anos. Primeiros passos escolares \u2013\u00a0 prim\u00e1rio, em um estabelecimento c\u00e9lebre aqui em Fortaleza, Nossa Senhora das Vit\u00f3rias da professora Corina, uma das institui\u00e7\u00f5es da terra.<\/p>\n<p align=\"justify\">Col\u00e9gio Militar basilou a caminhada pelo curso secund\u00e1rio. \u00daltimo ano, merc\u00ea das atividades do genitor, cursei-o eu no Rio de Janeiro. Escola Militar, 1936 a 1938; especialidade militar, engenharia. Cursos, pondo em mod\u00e9stia \u00e0 parte com primeiro lugar. A carreira militar tivemos ocasi\u00e3o de prestar aperfei\u00e7oamento de nossas atividades em 1945 a 1947 na Escola de Estado Maior, do qual somos tamb\u00e9m laureados com muitos bens. 1953, Escola Superior de Guerra, posteriormente, nesta mesma Escola fizemos curso de atualiza\u00e7\u00e3o e de informa\u00e7\u00f5es internacionais. A Escola de Estado-Maior, embora n\u00f3s j\u00e1 fora do ex\u00e9rcito, tamb\u00e9m em 1967, submetemos ao curso de atualiza\u00e7\u00e3o. Passamos 14 anos fora do Estado, 1935 a in\u00edcio de 1949, com pequenas interrup\u00e7\u00f5es, talvez dias, que vimos ver parentes, nunca tivemos em mente seguir a carreira pol\u00edtica. Falecimento s\u00fabito de praticamente toda a fam\u00edlia do lado de minha genitora, fez que viesse \u00e0 terra ap\u00f3s tantos anos dar aux\u00edlio com forte apoio a meu pai. A\u00ed, 1949, 1\u00ba de abril, ali\u00e1s, um dia que d\u00e1 para recordar, trocamos praticamente a carreira militar pela carreira pol\u00edtica. Deputado Federal tr\u00eas vezes; Ministro de Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas, no 1\u00ba Gabinete Parlamentarista; Governador do Estado de 1963 a 1966; respons\u00e1vel pela dire\u00e7\u00e3o da c\u00e1psula de seus diretores, quando da confec\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia de 1959 a 1961. Esta, praticamente, a s\u00edntese da vida.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0L.A.\u00a0O senhor poderia nomear detalhes interessantes de sua inf\u00e2ncia, e falar um pouco sobre seu pai, o ex-governador Fernando T\u00e1vora?<\/p>\n<p>\u00a0V.T. \u00a0Meu pai era o mais velho de uma irmandade de 15 membros. J\u00e1 a minha m\u00e3e, de fam\u00edlia Reduzida, no caso, tr\u00eas apenas. Quanto ao meu pai o nome completo dele era Manoel do Nascimento Fernandes T\u00e1vora, por coincid\u00eancia governou tamb\u00e9m o Estado, foi Deputado Federal e Senador. A minha m\u00e3e: chamava-se Carlota Augusta de Morais Fernandes T\u00e1vora, morreu relativamente jovem e o senhor meu pai quase tem um centen\u00e1rio, 97 anos. Agora, eu tenho dois filhos: Tereza Maria e Carlos Virg\u00edlio Augusto, este com vinte e aquela com quatorze anos. Que me lembre da inf\u00e2ncia, nada posso relatar assim de destaque, que chame a aten\u00e7\u00e3o , algo assim especial.a inf\u00e2ncia de menino de cidade pequena como Fortaleza naquele tempo era, cujos lazeres eram muito diferentes dos de hoje&#8230; as oportunidades da juventude de hoje, \u00e9 at\u00e9 acaciano afirmar, s\u00e3o outras que n\u00e3o aquelas que usufru\u00edmos naquele tempo.Pergunta-se com que coisas \u00a0tenho baseado a minha vida. Sim, toda pessoa que se dedica \u00e0 profiss\u00e3o de engenharia, deve ter um ideal como o que eu tinha na vida&#8230; veja, eu seria Ministro de Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas, ser um posto por esta pessoa ocupado. Realmente, fomos Ministro de Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas numa \u00e9poca muito dif\u00edcil do pa\u00eds, como primeiro Gabinete Parlamentarista como convers\u00e1vamos antes&#8230;Em segundo passo, governar seu Estado \u00e9 sempre um sonho.. Todo homem p\u00fablico tem pelo menos o desejo de prestar servi\u00e7o \u00e0 sua terra, e realmente nisso fomos felizes e conseguimos fazer. Naquele tempo era muito dif\u00edcil, dif\u00edcil mesmo, se falar em organiza\u00e7\u00e3o, em planejamento. A mente humana \u00e9 muito sujeita a lapsos, quando hoje se fala comumente em projetos, em planos, programa\u00e7\u00f5es, isso j\u00e1 \u00e9 corriqueiro, mas quando assumimos o governo deste Estado em 1963, pela primeira vez no<\/p>\n<p align=\"justify\">Brasil, um respons\u00e1vel pelo destino do Estado, o fazia com um plano de governo j\u00e1 debaixo do bra\u00e7o. Vender a id\u00e9ia do PLAMEG foi algo dific\u00edlimo, algo relativamente quase superior \u00e0s for\u00e7as, era o descr\u00e9dito, era a aceita\u00e7\u00e3o ben\u00e9vola, mas n\u00e3o tendo atr\u00e1s de si nenhum sintoma de credibilidade, que v\u00edamos sempre que nos dirig\u00edamos a todos estes suportes da economia, qual seja as classes produtoras, os intelectuais, vivemos numa verdadeira prega\u00e7\u00e3o do que seria o governo planificado; e hoje quando vimos \u00e0 facilidade com que a id\u00e9ia do planejamento \u00e9 aceita em todos os encontros do nosso pa\u00eds e do nosso Estado e at\u00e9 j\u00e1 por prefeituras do interior, felicitamo-nos em ter desbravado esse terreno c\u00e1. Fortaleza foi uma cidade \u00f3rf\u00e3, inclusive dos primeiros projetos da Chesf-Paulo Afonso. A dificuldade imensa de pensar em montar uma energia, e essa companhia atr\u00e1s citada, Hidrel\u00e9trica do S\u00e3o Francisco, n\u00e3o inclu\u00eda nos seus planos, ou mais precisamente, se opunha que fosse inclu\u00eddo nos seus planos, a extens\u00e3o dessa energia at\u00e9 Fortaleza. Recordando o passado, achamos at\u00e9 engra\u00e7ado, proclamar que o Cariri n\u00e3o aceitou absolutamente a nossa id\u00e9ia da eletrifica\u00e7\u00e3o total do Estado, merc\u00ea de uma campanha que deturpava os fatos e que nos mostrava como usurpadores de uma energia que cuidavam eles, em vindo \u00e0 capital, lhes escaparia. E Fortaleza, seus habitantes, completamente insens\u00edveis \u00e0 id\u00e9ia. O destino nos foi muito piedoso depois de muitos anos de incompreens\u00e3o. Como Ministro de Via\u00e7\u00e3o, no tempo atr\u00e1s citado, tivemos a chance de vir inaugurar nesta pr\u00f3pria regi\u00e3o da qual tantos agraves hav\u00edamos recebido a chegada de energia de Paulo Afonso.Assim como quando governador tivemos para orgulho nosso e para reden\u00e7\u00e3o de nossa terra, a felicidade de\u00a0 em conv\u00eanio com o governo federal, enfrentando a opini\u00e3o adversa de todos os t\u00e9cnicos\u00a0 em\u00a0 eletrot\u00e9cnica,\u00a0 no momento trazer a energia at\u00e9 a capital. Para se ter uma id\u00e9ia do que foi esta luta, tornou-se conhecida na terra a declara\u00e7\u00e3o que um desafio de um Deputado,hoje j\u00e1 morto,n\u00e3o vamos citar-lhe o nome por isso respeitando a sua mem\u00f3ria, de que no dia que chegasse essa energia a Fortaleza, ele se sentava numa cadeira el\u00e9trica e podia-lhe acionar o bot\u00e3o na Pra\u00e7a do Ferreira,nossa principal pra\u00e7a.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por esta simples afirma\u00e7\u00e3o, veja como apaixonada estava a opini\u00e3o p\u00fablica de parte do Estado contra aquilo que hoje em dia se mostrou com a reden\u00e7\u00e3o desse, do torr\u00e3o natal. O que seria o Cear\u00e1 sem energia de Paulo Afonso, se toda a circunvizinhan\u00e7a, se todos os demais Estados Nordestinos tivessem? Beneficiados por essa grande hidrel\u00e9trica, e n\u00f3s n\u00e3o tiv\u00e9ssemos a menor chance de poder montar aqui uma ind\u00fastria? A situa\u00e7\u00e3o nesta \u00a0terra era de tal maneira grave at\u00e9 porque as nd\u00fastrias, al\u00e9m de terem que montar a sua casa de for\u00e7a pr\u00f3pria, quer dizer, seus motores pr\u00f3prios, \u00e0 noite ainda vendiam energia el\u00e9trica para a cidade.na verdade, n\u00f3s viv\u00edamos em meio a um \u201cblack-out\u201d, ora uma regi\u00e3o, ora outra, ora um bairro, ora outro.! Pergunta-me voc\u00ea, sobre fatos da nossa vida \u2013 ent\u00e3o dir\u00edamos tamb\u00e9m: ter sido um dos construtores de Bras\u00edlia, e tamb\u00e9m disto muito nos orgulhamos. Uma luta muito grande, com muita incompreens\u00e3o, mas uma luta por uma id\u00e9ia, um ideal\u00a0 previsto na constitui\u00e7\u00e3o, uma tentativa absolutamente certa. Pertenc\u00edamos \u00e0quele tempo \u00e0 U.D.N., por lei um ter\u00e7o das posi\u00e7\u00f5es desta campanha urbanizadora da nossa capital federal \u2013 sigla Nova Cap \u2013 seria preenchido por elementos de oposi\u00e7\u00e3o. Para mim uma alegria, pois fomos distinguidos por nosso partido para ocuparmos esse lugar, e tivemos uma longa prova\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que, partido de l\u00edderes,antiga agremia\u00e7\u00e3o brigadeirista era por algumas das suas figuras mais expressivas, radicalmente contra a constru\u00e7\u00e3o a nova capital.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para verificar a veracidade dessa minha assertiva, n\u00e3o precisa mais, basta compulsar os jornais da \u00e9poca para ver o que diziam Carlos Lacerda, Odilon Braga, Bilac Pinto, Adauto L\u00facio Cardoso, para s\u00f3 citar alguns. O que representou Bras\u00edlia para o Brasil hoje em desenvolvimento, em interioriza\u00e7\u00e3o de nosso progresso \u00e9 desnecess\u00e1rio falar. Outra grande experi\u00eancia que tivemos da vida e que nos \u00e9 aqui solicitado dar depoimento.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A. A id\u00e9ia de Planejamento governamental do senhor foi de fato um produto de sua forma\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. Simples assim,: desde cedo na vida militar fui conhecido como planejador, e sendo engenheiro militar a tend\u00eancia se manifestava de uma maneira inequ\u00edvoca . De uma forma ou outra, desfecho para a vida civil, aqueles mesmos pendores que tinha na vida militar.<\/p>\n<p align=\"justify\">O PLAMEG assim chamado naquele tempo, uma heresia, foi feito por uma equipe da escola de Economia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta equipe chefiada por duas grandes express\u00f5es nacionais. Basta que se pronunciem os nomes deles: H\u00e9lio Beltr\u00e3o, que, como sabemos,foi depois foi Ministro do Planejamento de Costa e Silva; Aldo Oliv\u00e9rio, que era o Secret\u00e1rio de Planejamento justamente do polemico governador\u00a0 Carlos \u00a0Lacerda.<\/p>\n<p align=\"justify\">Lacerda. Agora, tivemos o prazer de ver a contribui\u00e7\u00e3o\u00a0 cearense\u00a0 coordenada \u00f3bvio, por homens desse valor citado, ser por eles praticamente toda aceita.\u00a0 Falar hoje que a Escola de Economia deu, ali\u00e1s, era a Faculdade de Economia, deu esta contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem mais nada, mas naquele tempo, os pr\u00f3prios integrantes desse estabelecimento de ensino tomaram um susto quando convidados para, uma vez n\u00f3s eleitos, participar da confec\u00e7\u00e3o deste plano que foi realizado entre a nossa elei\u00e7\u00e3o e a nossa assun\u00e7\u00e3o de c\u00e1.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A.\u00a0Bom, esse planejamento envolveu alguma previs\u00e3o ,algum planejamento espec\u00edfico ligado no combate \u00e0s secas? Isto porque me parece que o senhor, ao receber o governo do professor Parsifal Barroso, este teve problemas com isto durante o seu per\u00edodo de governo&#8230;Durante o per\u00edodo governamental do senhor, parece tamb\u00e9m ter havido ao tempo do superintendente Jo\u00e3o Gon\u00e7alves uma \u00a0outra amea\u00e7a de seca n\u00e3o \u00e9? O que o senhor teria a nos dizer sobre isso?<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. Bem.. penso que todo planejamento cearense e sua economia, se n\u00e3o levar em conta os fen\u00f4menos c\u00edclicos que sobre ele se abate,principalmente a seca,\u00e0s vezes por ironia do destino temos enchentes, seriam \u00a0falhos. Leve-se em conta que justamente sempre com os p\u00e9s no ch\u00e3o temos que observar que a responsabilidade maior pela forma de recursos envolvidos\u00a0 caberia ao\u00a0 governo federal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao governo estadual, a coordena\u00e7\u00e3o dentro da sua \u00e1rea daquelas medidas complementares que sempre se fazem necess\u00e1rias.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A. E a aplica\u00e7\u00e3o desses recursos do governo federal, como o senhor acha que ela foi feita, o senhor poderia nos fazer uma aprecia\u00e7\u00e3o sobre o assunto, indicar alguma medida relativa ao combate \u00e0 seca, ou falar da rela\u00e7\u00e3o Sudene-Governo do Estado a n\u00edvel Estadual, n\u00edvel regional?<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. Poderemos dizer que nisso fomos felizes, porque at\u00e9 64, substitu\u00eddo o Dr. Celso Furtado\u00a0interinamente pelo General Expedito Sampaio, e logo em seguida pelo Dr. Jo\u00e3o\u00a0 Gon\u00e7alves encontrou o Governo do Estado na pessoa do seu dirigente um velho amigo e um cearense e conterr\u00e2neo, homem de capacidade que justamente deu tudo de si, tudo que necess\u00e1rio para amenizar as agruras porque passamos no ano de 1966 e, nos honramos, com que orgulho dizemos, que foi a primeira seca parcial no Cear\u00e1, a qual teve a mancha de ser\u00a0 imputada\u00a0 a nenhum dos respons\u00e1veis pelo seu combate qualquer partid\u00e1ria ou de coloca\u00e7\u00e3o de recursos.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A. Ent\u00e3o, as medidas propriamente ditas do superintendente da Sudene se ligaram a esse relacionamento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Posso concluir pela exist\u00eancia da liga\u00e7\u00e3o entre relacionamentos e o trabalho da Sudene e o Governo do\u00a0 Estado&#8230;<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. Inicialmente, fomos recebidos com dificuldade na Sudene, n\u00f3s represent\u00e1vamos o Centro da Sudene em 1962, e fazemos uma refer\u00eancia toda especial ao seu superintendente Celso Furtado que ao contr\u00e1rio do que muitos dizem, n\u00e3o era comunista, quando muito,podemos dizer tinha id\u00e9ias socializantes,era cercado, isso sim,de adeptos de ideologias bem estranhas \u00e0 terra. Ent\u00e3o, os primeiros contatos do governador em 1966 com aquele \u00f3rg\u00e3o, apesar da amizade que o unia ao superintendente, hoje professor de Sorbonne, Celso Furtado, foi\u00a0 bem dif\u00edcil, mas vencemos<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s vitorioso o movimento de 64, tornou-se mais f\u00e1cil de um lado o entendimento, e de outro<\/p>\n<p align=\"justify\">o recebimento de recursos, e perguntar\u00e1 por que. Bem, justamente entrou o Brasil, \u00e0quela \u00e9poca, numa fase de extrema austeridade, assim sendo, era muito dif\u00edcil obter recursos da Sudene &#8211;<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando vemos, hoje, um governador de Estado receber fundos os mais diversos, que sabem entre voc\u00eas,entre par\u00eanteses, que Estado nordestino faz investimento praticamente \u00e0 base de recursos federais.n\u00f3s recordamos do tempo em que esses investimentos todos haviam que ser feitos em mais de 90% do seu valor, com os pr\u00f3prios recursos locais, embora fosse pelo conhecimento de todos que era um quase nada , era muito pouco. Tivemos realmente um grande e\u00a0 bom relacionamento com a Sudene e nos orgulhamos de dizer que realmente a Sudene representa sem sombra de d\u00favida para o Nordeste uma das alavancas maiores de seu progresso, com seus enganos, com seus sen\u00f5es, mas sempre n\u00f3s dizemos e diremos a verdade . O que digo, n\u00f3s dizemos \u00e9 uma interroga\u00e7\u00e3o: o que seria do Nordeste se n\u00e3o houvesse a Sudene, se n\u00e3o houvesse o Banco do \u00a0Nordeste?<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A. O senhor que \u00e9 um homem que de fato conhece o seu Estado, tem experi\u00eancias de visitas pessoais ao interior, conhece os problemas regionais, poderia nos dizer se considera a rela\u00e7\u00e3o entre o problema das secas e a \u00a0pol\u00edtica, melhor dizendo,a \u00a0rela\u00e7\u00e3o entre elei\u00e7\u00f5es e pol\u00edtica local, ou talvez, falar um pouco sobre os problemas que as secas causam \u00e0 \u00e9poca das elei\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. Eu n\u00e3o gostaria de tocar no assunto, porque em 1958 fui um dos denunciantes maiores quando o governo federal montou uma m\u00e1quina colossal disposta a nada mais nada menos que esmagar um candidato ao governo que lhe era\u00a0 advers\u00e1rio, no caso n\u00f3s. Ent\u00e3o, esse assunto para n\u00f3s \u00e9 at\u00e9 um pouco forb\u00edreo, proibido. N\u00e3o gostamos de tocar. Se t\u00ednhamos raz\u00e3o ou n\u00e3o, dir\u00e3o as dezenas e dezenas de demiss\u00f5es havidas ap\u00f3s 1964 no \u00f3rg\u00e3o em quest\u00e3o, o DNOCS, por\u00a0 m\u00e1\u00a0 utiliza\u00e7\u00e3o dos dinheiros p\u00fablicos \u00e0 \u00e9poca das secas, m\u00e1xime da seca de 58. Mas podemos dar um testemunho que de 64 para c\u00e1,pol\u00edtica e seca t\u00eam sido campos completamente estanques. A influ\u00eancia imensa que teve o socorro, o combate \u00e0s secas antes de 1964 em que o dono da seca ganhava elei\u00e7\u00f5es, isto terminou. Mas terminou e de uma maneira absoluta e total Mais ainda: os governos de Estado fazem quest\u00e3o de que as provid\u00eancias sejam todas federais, coordenadas pelo governo federal, e quando chegadas obras \u00e0 suas responsabilidades, eu digo- e aqui me referindo n\u00e3o s\u00f3 ao governo do Cear\u00e1, como de\u00a0 todo\u00a0 o Nordeste \u2013 tem agido de uma maneira absolutamente escrupulosa. V\u00ea voc\u00ea que, locais em que duras s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, como por exemplo, Pernambuco, de luta muito acirrada e sujeito em grande parte \u00e0 seca do momento, n\u00e3o viu at\u00e9 o momento nada que pudesse dizer o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0L.A. Senador, quando h\u00e1 problemas de seca no Cear\u00e1,como essa repercuss\u00e3o na C\u00e2mara ela \u00e9 feita a n\u00edvel, vamos dizer claramente, explorat\u00f3rio&#8230;O assunto merecia ser tratado com maior coer\u00eancia, n\u00e3o?\u00a0 Solu\u00e7\u00f5es mais modernas, vendo-se o porqu\u00ea das tradicionais serem t\u00e3o criticadas. O que pensa a respeito?<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. De acordo com o temperamento dos representantes, o assunto \u00e9 tratado racional ou irracional mente; com paix\u00e3o; com justi\u00e7a; ou muitas vezes at\u00e9 com m\u00e1 f\u00e9. \u00c9 f\u00e1cil se criticar, o dif\u00edcil, \u00e9 apresentar solu\u00e7\u00f5es, e essas solu\u00e7\u00f5es h\u00e3o de ser construtivas. O nosso modo de agir, pensamos n\u00f3s, foi sempre nessa dire\u00e7\u00e3o\u00a0 n\u00e3o\u00a0 adianta\u00a0 achar\u00a0 que algo est\u00e1 errado se n\u00e3o apresentamos \u00a0a necess\u00e1ria contrapartida da solu\u00e7\u00e3o alvitrada. O Senado, ao qual pertencemos, \u00e9 mais calmo quando da discuss\u00e3o destes problemas que afligem periodicamente as popula\u00e7\u00f5es nordestinas. A C\u00e2mara j\u00e1 \u00e9 mais exaltada. Mas, algo n\u00f3s podemos dizer; n\u00e3o \u00e9 \u00a0sen\u00e3o a muito longo prazo que se poder\u00e1 na zona semi-\u00e1rida, uma das \u00e1reas que se comp\u00f5e o Nordeste, ter\u00a0 uma\u00a0 solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o p\u2019ra seca, que n\u00e3o comandamos a natureza, mas uma solu\u00e7\u00e3o que realmente minimize os efeitos desse fen\u00f4meno clim\u00e1tico.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A. O senhor decerto considera importante minimizar o problema clim\u00e1tico para tornar o Cear\u00e1 um Estado mais desenvolvido, apagando um pouco desta imagem de\u00a0 Estado da fome, chocando o sul do Pa\u00eds<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. O Cear\u00e1 realmente \u00e9 um Estado de economia dif\u00edcil, mesmo em \u00e9poca em que n\u00e3o h\u00e1 seca. Atribuir a nossa fraqueza econ\u00f4mica ao fen\u00f4meno clim\u00e1tico \u00e9 de um primarismo a toda prova isto n\u00f3s dizemos uma, duas, dez vezes l\u00e1 no Senado. Isto \u00e9, a seca agrava a fragilidade da nossa economia, a nossa economia baseada no boi, no algod\u00e3o tem\u00a0 alicerces muito fracos: o algod\u00e3o de rentabilidade muito baixa, e o boi, pelas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas com incapacidade de competitivamente, se apresentar rent\u00e1vel ao pecuarista que se dedica \u00e0 sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Veja o exemplo: temos um colega goiano, o senador Benedito Ferreira, que possui em Araguaina, l\u00e1 no Norte de Goi\u00e1s um grande frigor\u00edfico, abatedor. A carne enviada pelo parlamentar, saiba, um grande empres\u00e1rio, para Fortaleza, competitivamente aqui, chega mais barata depois de toda essa viagem, da necessidade de amortiza\u00e7\u00e3o, de todos os gastos que lhe s\u00e3o expressa essas instala\u00e7\u00f5es, inclusive com as locais, de frota de caminh\u00e3o, etc., necess\u00e1rias ao transporte desse essoal, do que a carne local. N\u00e3o \u00e9 que o boi do sul seja,como n\u00f3s dizemos aqui, o boi gigante de Minas como chamam, n\u00e3o: o nosso boi \u00e9 que pelas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, \u00e9 atrofiado. Mas se n\u00f3s temos esse clima, se n\u00f3s temos esse solo,n\u00e3o podemos mud\u00e1-lo,temos \u00e9 que nos adaptar a ele. Os projetos de irriga\u00e7\u00e3o de um lado, e agora esse Projeto Sertanejo, fruto da intelig\u00eancia de um homem de escol, que\u00a0 \u00e9\u00a0 o\u00a0 Dr. Jos\u00e9 Lins de Albuquerque, hoje superintendente da Sudene, que o Presidente da Rep\u00fablica deve inaugurar, deve anunciar nesses pr\u00f3ximos dias, e o qual j\u00e1 fizemos uma antecipa\u00e7\u00e3o\u00a0 por\u00a0 autoriza\u00e7\u00e3o\u00a0 presidencial ao senado e atrav\u00e9s daquela tribuna, ao Pa\u00eds, ser desenvolvido em termos adequados \u00e0s nossas necessidades,\u00a0 isto \u00e9, se em ez de ficar resumido a cinco,\u00a0 dez\u00a0 bilh\u00f5es\u00a0 de\u00a0 cruzeiros,\u00a0 passar para vinte, trinta num futuro,naturalmente mudar\u00e1 a face da economia dessa zona semi-\u00e1rida na qual, praticamente, est\u00e1 todo o territ\u00f3rio cearense inclu\u00eddo.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A. Eu j\u00e1 ouvi falar de que o Virg\u00edlio T\u00e1vora pol\u00edtico \u00e9 um, e o Virg\u00edlio T\u00e1vora executivo \u00e9 outro. \u00a0At\u00e9 que ponto o senhor concorda com essa maneira de pensar de algumas pessoas a seu respeito?<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0V.T. Pensamos que h\u00e1 uma interpreta\u00e7\u00e3o err\u00f4nea a respeito. Somos dos que julgam que uma pessoa s\u00f3 pode ter uma natureza.Se n\u00f3s somos bons administradores,se n\u00f3s procedemos corretamente em termos administrativos, temos que faz\u00ea-lo em termos pol\u00edtico, e se n\u00e3o procedemos corretamente em termos\u00a0 pol\u00edticos n\u00e3o ter\u00edamos sobrevivido a todas as crises h\u00e1 28 anos que estamos na vida pol\u00edtica, a maior parte na oposi\u00e7\u00e3o, declarada ou consentiva.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A. Houve na realidade no seu governo composi\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio de for\u00e7as pol\u00edticas, e um anulamento inicial de uma oposi\u00e7\u00e3o que se iniciaria? O que o senhor nos diria sobre esse assunto?<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. Em nosso governo o que houve no Cear\u00e1 foi algo in\u00e9dito, ante a amea\u00e7a comunizante que varria o Nordeste \u00e0quela \u00e9poca. Partidos se digladiavam h\u00e1 mais de 50 anos, com nomes sob designa\u00e7\u00f5es diferentes, se reuniram formando a chamada Uni\u00e3o pelo Cear\u00e1, com surpresa geral, esta Uni\u00e3o pelo Cear\u00e1, tendo como candidato um dos chefes de uma das agremia\u00e7\u00f5es,\u00a0<em>apresentou como conseq\u00fc\u00eancia um resultado eleitoral em Fortaleza que assombrou os mais c\u00e9ticos. Esta cidade, cujas tradi\u00e7\u00f5es libert\u00e1rias s\u00e3o conhecidas, deu-nos uma vit\u00f3ria bem expressiva que somada<\/em>\u00e0quela outra do interior, nos apresentou um governador eleito \u00a0que, eu poderia quase afirmar de forma\u00a0 mais explicita e categ\u00f3rica,como plebiscitariamente. N\u00e3o houve anula\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o dentro da pr\u00f3pria Uni\u00e3o pelo Cear\u00e1, n\u00f3s t\u00ednhamos opositores quando do governo, porque nos honramos de ter acabado \u00e0 \u00e9poca do meu delegado, da minha professora, do meu coletor. Delegado, responsabilidade secret\u00e1rio de seguran\u00e7a p\u00fablica, que por sua vez perante mim respondia por toda a seguran\u00e7a do interior, perante n\u00f3s, ali\u00e1s. Coletor, escolha do senhor secret\u00e1rio da fazenda, respons\u00e1vel por todos recursos para poder ministrar. Professora, rigorosa ordem de classifica\u00e7\u00e3o \u2013 estamos conversa-dos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0L.A.<strong>\u00a0<\/strong>Nos dias atuais o senhor aceita ser respons\u00e1vel pela elei\u00e7\u00e3o do senador Mauro Benevides?<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0V.T.<strong>\u00a0<\/strong>N\u00e3o. O respons\u00e1vel pela elei\u00e7\u00e3o do senador Mauro Benevides foi a p\u00e9ssima escolha do seu antagonista. N\u00e3o gostar\u00edamos de abordar coment\u00e1rios,por inimigo pessoal do candidato. Mas como a\u00a0 atitude do eleito n\u00e3o fica muito d e acordo com o nosso car\u00e1ter, uma vez \u00a0escolhido, fomos \u00e0 Sua Excel\u00eancia o Presidente da Rep\u00fablica e dissemos clarissimamente e os jornais assim o anunciaram, que n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es \u00e9ticas, morais e pol\u00edticas de subir a um palanque e pedir votos para o escolhido por sua excel\u00eancia. N\u00e3o cometeria, como n\u00e3o cometi a indignidade de mandar votar no candidato adverso, ali\u00e1s, meu particular amigo.Quem, em por 27 anos numa pol\u00edtica em termos dif\u00edceis como a cearense e faz uma declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica dessa, pega um navio e vai para o Jap\u00e3o &#8230; Deixa bem claro, sem sombra de d\u00favida a seus correligion\u00e1rios,que se desejarem,ou se desejassem eleger o escolhido pelo poder da Rep\u00fablica que n\u00e3o contavam com seu trabalho, e isso n\u00e3o dobra caminho em dizer.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0L.A. O senhor acredita no surgimento de novas agremia\u00e7\u00f5es pol\u00edticas? Se isso acontecesse o senhor ficaria em qual delas?<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. Inicialmente n\u00e3o acredito. Segunda parte, prejudicante, numa hip\u00f3tese remot\u00edssima, talvez, que n\u00e3o acreditamos, vamos repetir: ficar\u00edamos no partido que representasse aquilo que achamos a\u00a0 defesa do atual modelo econ\u00f4mico brasileiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A<strong>.<\/strong>\u00a0Quando o senhor foi governador do Estado, poderia lembrar, nomear o seu secretariado?<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. Eu tenho boa mem\u00f3ria: secret\u00e1rio da fazenda, inicialmente, o General Ramalho, que fez uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 at\u00e9 hoje relembrado nesse Estado. Posteriormente, por mol\u00e9stia aquele\u00a0 afastou-se, veio a falecer, o General Assis Bezerra\u00a0 por\u00a0 coincid\u00eancia\u00a0 o\u00a0 mesmo\u00a0 secret\u00e1rio\u00a0 da fazenda do atual governador. Secret\u00e1rio de administra\u00e7\u00e3o, Dr. Moacir Aguiar, a quem devo muit\u00edssimo e hoje por coincid\u00eancia tamb\u00e9m, \u00e9 o secret\u00e1rio de administra\u00e7\u00e3o do atual governo, com fun\u00e7\u00f5es diferente, claro. Secret\u00e1rio de pol\u00edcia, o\u00a0 Coronel\u00a0 Cl\u00f3vis\u00a0 Alexandrino Nogueira, hoje General e presidente da Telecear\u00e1. Secret\u00e1rio de Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas, o eminente homem p\u00fablico e superintendente da Sudene Jos\u00e9 Lins de Albuquerque. Secret\u00e1rio de planejamento, o Dr. A\u00e9cio de Borba, e posteriormente, o Dr. Jos\u00e9 Lins de Albuquerque, que por sua vez substitu\u00eddo da Secretaria de Obras P\u00fablicas pelo Dr.Vicente Fialho, por ironia do destino, depois prefeito do governador C\u00e9sar Cals. Secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o, Dr.Hugo Golveia, ap\u00f3s Ministro do tribunal de Contas, posteriormente, secret\u00e1rio de Justi\u00e7a do governo Adauto Bezerra, substitu\u00eddo por Dr. Jader Figueiredo Correia, irm\u00e3o do Dr. Joaquim de Figueiredo Correia, hoje, deputado pelo M.D.B., e \u00e0quela \u00e9poca, vice-governador do Estado. Secret\u00e1rio do Trabalho, inicialmente, o atual, n\u00e3o, o antigo l\u00edder do M.D.B., o Dr. Francisco Chagas Vasconcelos, substitu\u00eddo quando deixou pelo Dr. Abelardo Costa Lima.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0L.A.<strong>\u00a0<\/strong>Senador, e no presente algum plano, algum projeto especial est\u00e1 prendendo a sua aten\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0V.T. Menina, fui muito feliz quando lutei na vida\u00a0 p\u00fablica pela eletrifica\u00e7\u00e3o do estado antes, posteriormente j\u00e1 Ministro, pela eletrifica\u00e7\u00e3o da Portobras, na luta de 11 anos que o governo\u00a0 Geisel encampou e tornou realidade, depois pela energisa\u00e7\u00e3o nuclear do pa\u00eds, lutamos muito contra a ignor\u00e2ncia, fomos bem sucedidos. No plano estadual, tivemos uma guerra muito acesa, inclusive com detentores do poder local, e conseguimos, General M\u00e9dici, ent\u00e3o Presidente da Rep\u00fablica considerar Fortaleza como terceiro p\u00f3lo de desenvolvimento do Nordeste, para ela carrear recursos, da\u00ed um dos grandes impulsos tomados por esta capital, o p\u00f3lo t\u00eaxtil, na\u00a0 sua\u00a0 configura\u00e7\u00e3o\u00a0 inicial se deve ao General M\u00e9dici, antecessor do atual presidente.<\/p>\n<p align=\"justify\">No momento estamos lutando muito pelo projeto Sertanejo a que nos referimos, estamos bem\u00a0 conhecidos, e setorialmente por v\u00e1rios outros, inclusive pela constru\u00e7\u00e3o do Jaburu, que voc\u00ea est\u00e1 lendo a\u00ed no jornal. Mas n\u00e3o atribu\u00edmos, claro, ao Jaburu, a import\u00e2ncia desses outros projetos.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A. O senhor gostaria de dizer alguma \u00a0coisa sobre o projeto Jaburu?<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. O Projeto Jaburu,a nosso ver,mais do que um criador, uma nova fonte de energia numa regi\u00e3o, em que esta n\u00e3o \u00e9 abundante, n\u00f3s temos como fonte energ\u00e9tica c\u00e1: o S\u00e3o Francisco em menor escala o Parna\u00edba, em todo o Nordeste s\u00e3o os aproveitamentos que se v\u00ea com mais destaque. Atribu\u00edmos a esse projeto a fun\u00e7\u00e3o irrigat\u00f3ria, as fun\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias de\u00a0 uma barragem que tamb\u00e9m tem primordialmente esse sentido energ\u00e9tico. \u00c9 uma longa, sentida e velha aspira\u00e7\u00e3o do povo Ibiapabano. Quinta-feira se voc\u00ea ainda estiver aqui, a evolu\u00e7\u00e3o do tratamento do problema, voc\u00ea ter\u00e1 ocasi\u00e3o de ouvir, mo\u00e7a, l\u00e1 na Facic.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0L.A. Sim,sim. E como plano imediato para o futuro, algum sonho por realizar?<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0V.T.<strong>\u00a0<\/strong>A implanta\u00e7\u00e3o do acordo nuclear j\u00e1 assinado entre Brasil e Alemanha, \u00e9 um dos grandes. Segundo: o corte dos gargalos do nosso desenvolvimento, merc\u00ea de uma auto-sufici\u00eancia brasileira em insumos b\u00e1sicos e bens de capitais; e se o povo assim me julgar merecedor, continuar no Senado a lutar pelo Brasil, pelo Cear\u00e1.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A. Alguma coisa que o senhor pudesse acrescentar?<\/p>\n<p align=\"justify\">V.T. O prazer de\u00a0 ter sido\u00a0 entrevistado\u00a0 com tanta intelig\u00eancia, com tanta delicadeza,\u00a0 com tanta pertin\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">L.A. Muito obrigada, senador. Em nome do Programa de Hist\u00f3ria Oral, da Universidade Federal do Cear\u00e1, em conv\u00eanio com o Arquivo Nacional, agradecemos ao Coronel Senador Virg\u00edlio T\u00e1vora e aqui encerramos esta parte da entrevista.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PROFESSORA LUCIARA SILVEIRA DE ARAG\u00c3O \u2013 Entrevista com o Senador Virg\u00edlio T\u00e1vora, dia 14 de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1787,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[308],"tags":[],"class_list":["post-1786","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-memoria-das-secas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1786","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1786"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1786\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1788,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1786\/revisions\/1788"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}