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{"id":1711,"date":"2014-11-29T13:16:47","date_gmt":"2014-11-29T13:16:47","guid":{"rendered":"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/?p=1711"},"modified":"2021-02-03T00:04:38","modified_gmt":"2021-02-03T00:04:38","slug":"tempo-de-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/2014\/11\/29\/tempo-de-guerra\/","title":{"rendered":"Tempo de Guerra"},"content":{"rendered":"<p><strong>A neutralidade do Brasil na II Guerra durou pouco.<\/strong><\/p>\n<p>No fim de 1940, o governo j\u00e1 negociava seu alinhamento com os Aliados e j\u00e1 se preparava para o esfor\u00e7o de Guerra. Era preciso organizar as riquezas do pa\u00eds. A ordem era economizar gasolina, borracha, eletricidade e outras mat\u00e9rias primas que dariam ao Brasil, nos primeiros anos do conflito, o lugar de fornecedor de produtos estrat\u00e9gicos para os inimigos do Eixo.<\/p>\n<p>Em Fortaleza, as medidas para o racionamento de gasolina foram anunciadas em meados de 1941. Em setembro, a Inspetoria Estadual de Tr\u00e2nsito organizou sua primeira reuni\u00e3o para definir uma nova circula\u00e7\u00e3o dos carros, mudando sentido de ruas e estacionamentos de \u00f4nibus. E foi assim, meio timidamente e depois com a presen\u00e7a escandalosa de militares norte-americanos nas ruas, que os habitantes da cidade foram percebendo que a Guerra chegava para valer.<\/p>\n<p>Se, para poder circular sem gasolina, muita gente comprou bicicleta, nas empresas de transporte o impacto do racionamento foi enorme. Elas at\u00e9 cogitaram usar \u00f4nibus puxados por burros! Com o combust\u00edvel faltando ou muito caro, uma das sa\u00eddas para manter os \u00f4nibus funcionando era aumentar o pre\u00e7o das passagens. Como a fiscaliza\u00e7\u00e3o era frouxa, em algumas linhas da cidade a tarifa subiu. Valia tamb\u00e9m economizar em pe\u00e7as e na conserva\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus. Foi por isso, que o Seu Oscar Pedreira, dono da empresa que fazia as linhas para Jacarecanga, pediu ao Prefeito Raimundo Araripe que reparasse o cal\u00e7amento rua que levava at\u00e9 o bairro, como uma forma de conseguir operar mantendo a passagem a duzentos r\u00e9is.<\/p>\n<p>No entanto, com o agravamento da crise, principalmente depois da entrada do Brasil na Guerra em agosto de 1942, muitas empresas reduziram o n\u00famero de \u00f4nibus rodando. Naquele ano, o Governo do Cear\u00e1 anunciou seu plano para o racionamento de gasolina, atrav\u00e9s da Comiss\u00e3o Estadual de Abastecimento P\u00fablico. Em junho, a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica formalizou a supress\u00e3o de algumas linhas, diminuiu trajetos e retirou v\u00e1rios \u00f4nibus de circula\u00e7\u00e3o na Capital.<\/p>\n<p>A panac\u00e9ia para a solu\u00e7\u00e3o do problema era o gasog\u00eanio. Inaugurados pelo Presidente Get\u00falio Vargas em 1940, em Petr\u00f3polis, os motores adaptados para queimar carv\u00e3o venceram seu primeiro desafio numa viagem entre o Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo em 1941. A jornada durara dois dias e consumira 360 quilos de carv\u00e3o, num custo de 133,66 r\u00e9is por quil\u00f4metro.<\/p>\n<p>Um ano depois o gasog\u00eanio chegou a Fortaleza, na frota da empresa de \u00f4nibus S\u00e3o Jos\u00e9, que aderira ao plano de racionamento na primeira hora. Foram dois motores: um deles viera do Rio de Janeiro e custara 14 contos de r\u00e9is. O outro, tinha sido fabricado em Fortaleza, na oficina Studart e Cia. O gasog\u00eanio prometia redu\u00e7\u00e3o de custos e amplia\u00e7\u00e3o da oferta de coletivos nas ruas. Cada quil\u00f4metro rodado gastaria 80 r\u00e9is em carv\u00e3o. Por isso, a empresa pretendia estender a nova tecnologia a todos os seus carros. Alguns passageiros sonhavam at\u00e9 com passagens mais baratas.<\/p>\n<p>O novo suced\u00e2neo se espalhou rapidamente nos \u00f4nibus da cidade, embora muitos deles ainda continuassem a usar a cada vez mais rara gasolina. Mas logo os problemas come\u00e7aram a aparecer. Os carros rodavam mais devagar, esquentavam e n\u00e3o conseguiam vencer ladeiras. A manuten\u00e7\u00e3o dos filtros e das caldeiras era dif\u00edcil e perigosa. Ainda n\u00e3o dava para cobrir todos os hor\u00e1rios e linhas da cidade.<\/p>\n<p>Em julho de 1942, o Conselho Nacional de Petr\u00f3leo proibiu o tr\u00e1fego de autom\u00f3veis particulares no Brasil, numa atitude prudente para garantir o fornecimento de combust\u00edvel nos pr\u00f3ximos meses. Com isso, o n\u00famero de passageiros em \u00f4nibus e t\u00e1xis aumentou enormemente. Gr\u00e3-finos, senhoras bem apessoadas e homens engravatados passaram a viajar entre a gente comum dos \u00f4nibus. Os motoristas de pra\u00e7a esperavam aumento no movimento e j\u00e1 se preocupavam se o fornecimento de 100 litros de gasolina por semana daria para atender a todos.<\/p>\n<p>Apesar do sacrif\u00edcio, a id\u00e9ia de abandonar os autom\u00f3veis, nos tempos de guerra foi bem recebida. Como lembrou o Seu Miguel de Paula Sousa, da Empresa S\u00e3o Jos\u00e9 o Brasil estava em perigo e os \u00f4nibus estavam ali, rodando, salvando a situa\u00e7\u00e3o de quem j\u00e1 n\u00e3o podia andar de carro. O Seu Bit\u00f4nio, dono de uma limusine, n\u00e3o se incomodava em deix\u00e1-la na garagem, mesmo tendo que andar um bom peda\u00e7o para chegar ao ponto do \u00f4nibus. Era um esfor\u00e7o de patriotismo. E remendava, numa opini\u00e3o quase vision\u00e1ria: O que eu acho incompreens\u00edvel \u00e9 o seguinte: um litro de gasolina, que \u00e9 um produto estrangeiro e de dif\u00edcil aquisi\u00e7\u00e3o, custa 1$880 enquanto que, um litro de \u00e1lcool, fabricado ali em Pernambuco, \u00e9 vendido por 3$000. Por que ser\u00e1 isso?<\/p>\n<p>Fontes:<\/p>\n<p>O Povo, 03\/09\/1941<\/p>\n<p>Gazeta de Not\u00edcias, 09\/09\/1941<\/p>\n<p>O Povo, 30\/09\/1941<\/p>\n<p>Gazeta de Not\u00edcias, 04\/07\/1942<\/p>\n<p>O Povo, 16\/07\/1942<\/p>\n<p>Gazeta de Not\u00edcias, 19\/06\/1942<\/p>\n<p>Gazeta de Not\u00edcias, 21\/06\/1942<\/p>\n<p>O Povo, 20\/07\/1942<\/p>\n<p>O Povo, 01\/03\/1943<\/p>\n<p>O Povo, 24\/02\/2002<\/p>\n<div id=\"gtx-trans\" style=\"position: absolute; left: 46px; top: 0px;\">\n<div class=\"gtx-trans-icon\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A neutralidade do Brasil na II Guerra durou pouco. 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