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{"id":1697,"date":"2013-03-24T22:00:42","date_gmt":"2013-03-24T22:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/?p=1697"},"modified":"2021-02-02T23:37:41","modified_gmt":"2021-02-02T23:37:41","slug":"verdeixa-o-canoa-doida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/2013\/03\/24\/verdeixa-o-canoa-doida\/","title":{"rendered":"Verdeixa, o Canoa Doida"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemIntroText\">\n<p align=\"justify\"><strong>Dentre todos os viventes, ningu\u00e9m pode exceder a fama que Alexandre Francisco Cerbelon Verdeixa, o Pe. Verdeixa, alcunhado o Canoa Doida, conquistou entre seus fl\u00e2mulos e pares, hodiernos e d\u2019antanho.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Ente legend\u00e1rio e inapag\u00e1vel nas tradi\u00e7\u00f5es orais e escritas do nosso Cear\u00e1, o Pe. Verdeixa \u00e9 dos raros vultos cuja sobreviv\u00eancia se alicer\u00e7a sobre anedotas; Figura antol\u00f3gica e curios\u00edssima; Reputa\u00e7\u00e3o perpetuada por diabruras e fac\u00e9ceis. Deixou fama imperec\u00edvel na cr\u00f4nica antiga do Cear\u00e1. Jo\u00e3o Br\u00edgido, seu primeiro bi\u00f3grafo e amigo consagrou-lhe as primeiras trinta e seis p\u00e1ginas do seu livro, O Cear\u00e1 \u2013 Lado C\u00f4mico, 1899. Diz o mesmo Jo\u00e3o Br\u00edgido que n\u00e3o se sabe ao certo o local do seu nascimento: se no Rio do Peixe na Para\u00edba, atual Cajazeiras; se em Goiana, Pernambuco; se em Mossor\u00f3 no Rio Grande do Norte ou no Crato no Cear\u00e1.<\/p>\n<p align=\"justify\">Terra de contrastes e extremos, esse nosso Cear\u00e1 de guerra! Terra que produziu figuras das mais dignas e not\u00e1veis; Sacerdotes probos e \u00edntegros, da envergadura moral de um Pe. Ibiapina. Como comparar o modus vivendi do Pe. Verdeixa diante do exemplo de cristandade e pundonor que fora o Pe. C\u00edcero Rom\u00e3o Batista?! Todavia, o Cear\u00e1 gerou aquele que fora o anti-Cristo em batinas; E pior&#8230; talvez conterr\u00e2neo do mesmo Pe. C\u00edcero!<\/p>\n<p align=\"justify\">Para dirimir quaisquer d\u00favidas dos historiadores quanto \u00e0s origens do Canoa Doida, fa\u00e7o traslado na \u00edntegra, dos termos do seu assentamento batismal:<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cALEXANDRE, filho natural de Feliciana Maria da Concei\u00e7\u00e3o, natural da Villa de Goiana; neto materno do Alferes Jo\u00e3o Mendes Monteiro, natural da Villa de Goiana e de D. Maria dos Milagres dos Anjos, natural da mesma Villa de Goiana. Nasceu a 3 de janeiro de 1803 e foi baptizado a 14 do mesmo m\u00eaz e anno, por mim, Cura abaixo assignado, recebendo os Sanctos Oleos, nesta Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha da Villa Real do Crato. Foram padrinhos o Tenente Antonio Pereira Pinto e sua tia materna Anna Rita da Luz, do que, para constar mandei fazer este assentamento, em que me assigno: Miguel Carlos Saldanha, P\u00e1rocho.\u201d<\/p>\n<p align=\"justify\">Afirmam seus contempor\u00e2neos que desde pequeno, se assinalou pelas travessuras maldosas no g\u00eanero das do lend\u00e1rio Pedro Malasartes. N\u00e3o conheceu o pai. A m\u00e3e, Dona Feliciana, cavilosa e piedosa, oscilava entre \u201cas asneiras do marido e as diabruras do filho\u201d, casada em segundas n\u00fapcias com um professor de latim, bo\u00eamio e piegas, Joaquim Teot\u00f4nio Sobreira.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 1824, Verdeixa passou das traquinadas da inf\u00e2ncia \u00e0s aventuras da adolesc\u00eancia, alistando-se nas for\u00e7as republicanas da Revolu\u00e7\u00e3o de 1824 que, sob o comando de Jos\u00e9 Pereira Filgueiras e Trist\u00e3o Gon\u00e7alves de Alencar, ocuparam a vila cearense do Jardim, tomando parte no massacre dos presos e na roda de pau que se lhes aplicou, dando de cacete, com as duas m\u00e3os, em muitos pacientes, at\u00e9 ca\u00edrem inanimados. Ap\u00f3s a derrota dos rebeldes, passou-se para os legalistas do Coronel Agostinho Jos\u00e9 Tom\u00e1s de Aquino, plenipotenci\u00e1rio do Ic\u00f3.<\/p>\n<p align=\"justify\">Durante seis anos, de 1824 a 1830, cursou o semin\u00e1rio de Olinda, ordenando-se em 1831 e sendo logo nomeado vig\u00e1rio da Vila de S\u00e3o Vicente F\u00e9rrer das Lavras da Mangabeira, na regi\u00e3o sul do Cear\u00e1.. Como e por que se decidiu a seguir a carreira eclesi\u00e1stica, quando at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o denotara a menor propens\u00e3o para ela e os pendores naturais do seu esp\u00edrito o inclinavam a outros rumos, \u00e9 coisa que jamais conseguiremos saber. Que se poderia esperar dum sacerdote, sem voca\u00e7\u00e3o formal e sem prepara\u00e7\u00e3o adequada, solto num meio agitado como a regi\u00e3o do Cariri naquele tempo? Teceu ali uma \u201cenredada diab\u00f3lica\u201d malquistando o coronel Agostinho com Pinto Madeira, o infeliz rebelde de 1832, satirizou o perverso advogado Simpl\u00edcio Jos\u00e9 Rocha, levou \u00e0 ru\u00edna o juiz leigo Ant\u00f4nio da Rocha Moura, desancou em versos o famigerado Jo\u00e3o Andr\u00e9 Teixeira Mendes, o Canela Preta, e at\u00e9 nos casamentos que celebrava ofendia os noivos com pilh\u00e9rias indignas do seu sagrado minist\u00e9rio. Da\u00ed o \u00f3dio que o cercou e o obrigava a viver sempre de sobreaviso, ocultando-se, fugindo e homiziando-se.<\/p>\n<p align=\"justify\">Diz ainda o correto historiador Jo\u00e3o Br\u00edgido, que o Pe. Verdeixa tinha uma especial\u00edssima devo\u00e7\u00e3o pelo Sacramento do Matrim\u00f4nio De todas suas fainas como cura d\u2019almas, a que mais o aprazia era exatamente a celebra\u00e7\u00e3o das n\u00fapcias. Deixou de comparecer a incont\u00e1veis celebra\u00e7\u00f5es de sua inteira responsabilidade, como Batizados; Primeira Eucaristias; Un\u00e7\u00f5es de Enfermos, e outras, mas o que se saiba, nunca a um casamento! Sempre diligent\u00edssimo, chegava onde quer que fosse , sob qualquer intemp\u00e9rie clim\u00e1tica, horas de anteced\u00eancia da celebra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">Entendamos o porqu\u00ea desta curiosa predile\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p align=\"justify\">Ardiloso, furtivo e malvado, o Canoa Doida, ouvia primeiro a confiss\u00e3o da nubente, uma vez percuciente da vida pregressa da indigitada, amea\u00e7ava logo a infeliz de revelar ao futuro esposo e at\u00e9 mesmo a toda urbe, certas minud\u00eancias daquela confiss\u00e3o. De posse daquelas valios\u00edssimas informa\u00e7\u00f5es, angariava com imensa facilidade os favores sexuais da noiva sob o pren\u00fancio de dar com a l\u00edngua nos dentes. A noiva poderia conceder seus favores ali mesmo, in situ (dentro do confession\u00e1rio) ou preferencialmente no interior da sacristia, dispositivo que oferecia maior espa\u00e7o e conforto, prestando-se com maior efici\u00eancia \u00e0 vol\u00fapia e demais caprichos sexuais do nosso Canoa Doida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mestre em a\u00e7\u00f5es indecorosas, quando n\u00e3o obtinha da noiva confiss\u00f5es mais \u201csignificativas\u201d, n\u00e3o se continha, e fazia toda sorte de propostas imorais. Foi mesmo espancado por um noivo que n\u00e3o p\u00f4de suportar os excessos do padre.<\/p>\n<p align=\"justify\">Teve de deixar o sert\u00e3o e vir para Fortaleza, onde se tornou logo inimigo do presidente da prov\u00edncia, o Padre e Senador Martiniano de Alencar. Enganou os pobres \u00edndios mansos que ainda viviam na povoa\u00e7\u00e3o de Arronches, hoje Parangaba, fazendo-os assinar uma representa\u00e7\u00e3o em termos tais que os levou \u00e0 cadeia. Blaterava por toda parte contra o presidente Alencar e, ca\u00e7ado pela Pol\u00edcia, refugiou-se na casa do negociante portugu\u00eas, Martinho Borges, onde demorou o tempo que quis, obrigando-o a trat\u00e1-lo \u00e0 vela de libra sob a amea\u00e7a de denunciar-se \u00e0s autoridades, o que acarretaria os piores aborrecimentos ao seu hospedeiro, numa verdadeira chantagem! Ia a cavalo insultar Alencar debaixo das janelas do pal\u00e1cio do governo, gritando-lhe a alcunha \u2013 Padre Cobra! E fugindo imediatamente a galope.<\/p>\n<p align=\"justify\">Juiz de paz em Baturit\u00e9, praticou as maiores arbitrariedades. Quando o quiseram prender, escondeu-se num buraco coberto por uma t\u00e1bua sobre a qual sua m\u00e3e placidamente fazia renda, trocando os bilros na almofada. Mal os da for\u00e7a p\u00fablica, que n\u00e3o o tinham encontrado se distanciavam, insultava-os duma janela. Voltavam, davam busca na moradia e nada. Ele estava no buraco sob as saias rodadas de Dona Feliciana.<\/p>\n<p align=\"justify\">Envolvido numa tentativa de morte contra o presidente brigadeiro Jos\u00e9 Joaquim Coelho, mais tarde Bar\u00e3o da Vit\u00f3ria, defendeu-se pessoalmente no j\u00fari a que o submeteram, encalacrando seu companheiro, o velho capit\u00e3o-mor Barbosa. Quando este lhe perguntou por que lhe fizera tanto mal, respondeu que, se ele fosse solto, passaria fome na cadeia, porquanto at\u00e9 ali vinha comendo do que a fam\u00edlia do respeitado anci\u00e3o mandava. Corria que tinha o dom da presci\u00eancia, avisando \u00e0s pessoas dos desastres iminentes que as amea\u00e7avam e adivinhando a chegada das patrulhas que o procuravam. Ia se tornando,pois aos poucos um personagem lend\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tantas fez, que se viu for\u00e7ado a procurar outros ares. Embarcou para o Sul e conseguiu a nomea\u00e7\u00e3o de vig\u00e1rio de Carapebus, na prov\u00edncia do Rio de Janeiro. Ali amotinou contra si todos os esp\u00edritos, de forma tal que o amarraram \u00e0s costas dum cavalo e o levaram at\u00e9 fora dos limites da par\u00f3quia. Encontrando um conhecido no caminho, disse-lhe que aquela boa gente o amava tanto que o levaram daquele jeito para que n\u00e3o fugisse aos seus carinhos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Era uma alma feita de violentos contrastes, ora de energ\u00fameno, ora atrabili\u00e1rio, ora cheia de \u201cdo\u00e7ura ang\u00e9lica\u201d. Suas aventuras foram sempre, no fundo, traquinadas ou molecagens. Parece que n\u00e3o deixou de ser crian\u00e7a. N\u00e3o falam os seus cronistas de eventos amorosos na sua vida agitada e inquieta, em que as paix\u00f5es pol\u00edticas do momento predominavam. Contudo, sabe-se que foi pai de quatro crian\u00e7as, (dois meninos e duas meninas), de diferentes genitoras, abandonando-lhes, deixou para que as m\u00e3es desamparadas e o mundo os criassem ao seu inteiro talante.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 1848, de novo no Cear\u00e1, redige o \u201cJuiz do Povo\u201d, panfleto \u00e0 maneira do \u201cP\u00e9re Duch\u00eane\u201d, de Herbert, na Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, mal escrito e atrevido, que atacava tudo e todos em prosa e verso. Bastante ecl\u00e9tico e verborr\u00e1gico redigiu os pasquins: O Monitor; O Diabinho, O Torpedo; O Condor e A Onda, todos de p\u00e9ssimo gosto, pululados de obscenidades e linguagem vulgar que enlameava inclusive, a boa fama dos seus pares clericais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Vig\u00e1rio de Soure, atual Caucaia, ali lhe imputaram crimes de morte. Preso em Pacatuba por escrever libelos an\u00f4nimos, foi mandado sob escolta para Fortaleza. No caminho, convenceu aos soldados que o deveriam amarrar para n\u00e3o fugir. Assim o fizeram e, ao entrar na cidade, o povo, vendo um sacerdote ajoujado e lacrimoso, encheu-se de indigna\u00e7\u00e3o, atacou os guardas e o libertou.<\/p>\n<p align=\"justify\">Deputado provincial nas legislaturas de 1848 e 1868, apesar dos 20 anos que as separam, em ambas nada mais fez sen\u00e3o pilh\u00e9rias, travessuras e meter os colegas em rid\u00edculo. De Fortaleza saia para farras nas vilas pr\u00f3ximas \u2013 Maranguape, Pacatuba e Baturit\u00e9, onde sempre se embriagava e pintava o sete. Irrequieto e andejo, acabou mudando-se para o Aracati, de onde regressou moribundo \u00e0 capital da prov\u00edncia, embarcando num pequeno veleiro. Morreu, pouco depois de desembarcado, na Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, segurando nas m\u00e3os hirtas, um pacote com 400 mil r\u00e9is, pelos quais vendera um velho escravo que o servia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Fora na verdade uma Canoa Doida, levada aos trambolhos pelo rio da vida. Vedeixa \u00e9 ma figura curios\u00edssima do nosso passado a desafiar um profundo estudo psicol\u00f3gico.Em termos de bibliografia historiadores cearenses como Gustavo Barroso e Leonardo Mota dele se ocuparam em trabalhos como &#8220;\u00c0 Margem&#8221;, &#8220;Da Hist\u00f3ria do Cear\u00e1&#8221; e &#8220;Onde Quando Nasceu o Padre Verdeixa&#8221;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dentre todos os viventes, ningu\u00e9m pode exceder a fama que Alexandre Francisco Cerbelon Verdeixa, o<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":1698,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[304],"tags":[],"class_list":["post-1697","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1697","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1697"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1697\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1700,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1697\/revisions\/1700"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1698"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}