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{"id":1569,"date":"2015-07-28T09:01:21","date_gmt":"2015-07-28T09:01:21","guid":{"rendered":"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/?p=1569"},"modified":"2021-01-26T23:50:11","modified_gmt":"2021-01-26T23:50:11","slug":"um-cheiro-de-lanca-perfume-no-ar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/2015\/07\/28\/um-cheiro-de-lanca-perfume-no-ar\/","title":{"rendered":"Um Cheiro de Lan\u00e7a Perfume no Ar"},"content":{"rendered":"<div class=\"itemIntroText\">\n<p>Sem nenhuma pretens\u00e3o hist\u00f3rica e memorialista, faz-se sempre necess\u00e1rio afirmar que fatos documentais, s\u00e3o quase sempre precedidos por orais e \u00e9 por isso mesmo que n\u00e3o se esquecem.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"itemFullText\">\n<p>Entretanto, n\u00e3o havendo quem os relembre, perdem-se nas gavetas ou nas teias das nossas pr\u00f3prias mentes. As lembran\u00e7as dos carnavais passados movidos a confetes, aquele \u201cpedacinho colorido de saudade\u201d no verso imortal de David Nasser, serpentinas e lan\u00e7a perfumes parece que ainda se espalha pelo ar. Colombinas, palha\u00e7os, ciganas e arlequins desfilavam para um p\u00fablico, entre curioso e risonho, aglomerando-se nas cal\u00e7adas do centro de Fortaleza.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando o corso era um desfile de carros decorados pela alegria das cores e\u00a0 pela beleza das mo\u00e7as da cidade o centro das aten\u00e7\u00f5es voltava-se para a Avenida Dom Manuel, com as fam\u00edlias \u00a0desfilavam celebrando o nosso carnaval. Guilherme Rocha, em 1905, ent\u00e3o presidente de nosso estado<em>,\u00a0<\/em>impediu por um per\u00edodo as manifesta\u00e7\u00f5es populares devido \u00e0s desordens causadas pelos foli\u00f5es mais exaltados, ent\u00e3o denominados de\u00a0<em>papangus\u00a0<\/em>e\u00a0<em>domin\u00f3s<\/em>, mas durou por pouco o veto e a festa retornou com o brilho esperado por todos. Alguns disfarces, pela manuten\u00e7\u00e3o do rosto encoberto causavam certo desconforto e mesmo alguns receios entre os aficionados.<\/p>\n<p>Surge ent\u00e3o em 1935, formada por militares e comerciantes a Escola de Samba Prova de Fogo, e logo a seguir a Escola de Samba Lauro Maia, depois chamada de Lu\u00eds Assun\u00e7\u00e3o, quando ficou \u00e0 frente o pr\u00f3prio poeta e compositor maranhense, t\u00e3o amado pelo povo do Cear\u00e1. Os Maracatus, cadenciados e lindos, frutos alegres e celebrantes da triste coloniza\u00e7\u00e3o, integram-se \u00e0 festa por a\u00e7\u00e3o de Raimundo Alves Feitosa, com o lindo\u00a0<em>Az de Ouro<\/em>, seguindo-se da\u00ed muitos outros como o\u00a0<em>Estrela Brilhante<\/em>, o<em>\u00a0Rei de Paus e Le\u00e3o Coroado.<\/em><\/p>\n<p>Os alegres cord\u00f5es apinhavam-se de brincantes, e o das\u00a0<em>Coca-Colas<\/em>, fazia uma alus\u00e3o cr\u00edtica \u00e0s garotas namoradeiras dos americanos, assim chamadas pela presen\u00e7a dos norte-americanos lotados na base de Fortaleza \u00e0 \u00e9poca da Segunda Grande Guerra (na Europa sangue, no Nordeste chip). Com seus vistosos vestidos e outros adere\u00e7os dos trajes femininos, abanando-se com grandes leques faziam grande sucesso. Mas, at\u00e9 a\u00ed, tudo remetia a nossa cultura, tradi\u00e7\u00e3o, fatos do nosso cotidiano. Foi com o advento da televis\u00e3o para todo o pa\u00eds, que as c\u00f3pias bizarras, algumas delas grotescas, substituem as manifesta\u00e7\u00f5es \u00a0de car\u00e1ter jocoso dos cearenses, impondo-lhes pelo mecanismo da imita\u00e7\u00e3o alienada um estilo diferente. Entram em cena as mal estilizadas e pat\u00e9ticas Escolas de Samba, plagiadas do Rio de Janeiro: &#8220;<em>Isp\u00e1ia&#8221; Brasa, Girassol<\/em>, e demais vias de c\u00f3pias carbono, da \u00faltima via \u00a0esmaecida\u00a0 ou quase totalmente apagada, em rela\u00e7\u00e3o as suas refer\u00eancias ao que se praticava no sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ora, aquilo que \u00e9 seu por h\u00e1bito n\u00e3o admite por muito tempo estilos adversos, e a nossa criatividade haveria de dar uma resposta. Saindo do per\u00edmetro j\u00e1 aceito, ap\u00f3s a Avenida Dom Manuel, que viriam a se constituir nas Avenidas Duque de Caxias e na Domingos Ol\u00edmpio, a inventividade vai \u00e0s ruas na d\u00e9cada de1980, com o\u00a0<em>Bloco Periquito da Madame<\/em>, criado por J\u00e2nio Soares na Praia de Iracema, trazendo as fam\u00edlias ao espa\u00e7o que sempre lhes pertencera. Outros blocos jocosos\u00a0 floresceram\u00a0nos bairros como o\u00a0\u00a0<em>Que merda \u00e9 Essa, Bloco do Cheiro, isp\u00e1ia Mais<\/em>\u00a0<em>Num Ienche, Banda de Iracema,<\/em>\u00a0dentre muitos outros. Isto sem contar os que eclodiram por toda a cidade, fazendo at\u00e9 hoje o pr\u00e9-carnaval cearense com milhares de participantes, gerando empregos, mesmo que transit\u00f3rios, melhorando a economia local e principalmente alegrando o cora\u00e7\u00e3o dos foli\u00f5es. Assim, a criatividade e o\u00a0 senso impar de humor do cearense j\u00e1 fazem pensar na elabora\u00e7\u00e3o de uma pasta de economia criativa por \u00a0se considerar o nosso \u00a0evento carnavalesco como uma alavanca ao com\u00e9rcio informal. Nos cinco s\u00e1bados que antecedem ao per\u00edodo do carnaval oficial, a nossa alegria se manifesta e transborda \u00a0pelos fatos que nos s\u00e3o comuns no dia-a-dia e pelo humor inconfund\u00edvel da nossa gente.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem nenhuma pretens\u00e3o hist\u00f3rica e memorialista, faz-se sempre necess\u00e1rio afirmar que fatos documentais, s\u00e3o quase<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":1635,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[],"class_list":["post-1569","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1569","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1569"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1569\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1570,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1569\/revisions\/1570"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1635"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1569"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1569"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1569"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}