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{"id":122,"date":"2015-07-20T14:24:17","date_gmt":"2015-07-20T14:24:17","guid":{"rendered":"https:\/\/nehscfortaleza.com\/home\/2015\/07\/20\/historia-e-historiadores-num-mundo-de-conhecimento\/"},"modified":"2021-12-30T15:51:49","modified_gmt":"2021-12-30T15:51:49","slug":"historia-e-historiadores-num-mundo-de-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/2015\/07\/20\/historia-e-historiadores-num-mundo-de-conhecimento\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria e Historiadores num mundo de conhecimento"},"content":{"rendered":"<p>O texto foi escolhido por se tratar de uma an\u00e1lise evolutiva da hist\u00f3ria e suas prospec\u00e7\u00f5es futuras. A contribui\u00e7\u00e3o da professora com essa pesquisa \u00e9 sem d\u00favida um bom marco te\u00f3rico para desenvolver qualquer pesquisa. As contribui\u00e7\u00f5es que podem se desdobrar, n\u00e3o apenas no momento atual, mas em toda a carreira de um pesquisador, s\u00e3o muito importantes. Pode-se ver proposi\u00e7\u00f5es inclusive de rumos que se abrem para o historiador .<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A professora Luciara prop\u00f5e no texto uma reflex\u00e3o sobre o lugar da hist\u00f3ria entre as Ci\u00eancias Humanas. Puxando o ponto primordial dessa \u00e1rea do conhecimento e distendendo at\u00e9 a sua conformata\u00e7\u00e3o como disciplina, vemos um desenrolar evolutivo do campo. Come\u00e7ando com a filosofia, a ci\u00eancia m\u00e3e de todas as Ci\u00eancias Humanas, ao final vemos quais s\u00e3o as prospec\u00e7\u00f5es da pesquisadora quanto ao futuro da Hist\u00f3ria, enquanto disciplina e campo do conhecimento.<\/p>\n<p>Abrindo a discuss\u00e3o com a rela\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria com a filosofia, a autora nos mostra como na verdade houve um hiato nessa proximidade. Nos primeiros fil\u00f3sofos a rela\u00e7\u00e3o era direta, por\u00e9m \u00e9 apenas entre os s\u00e9culos XVIII e XX que come\u00e7a-se a falar de uma filosofia da hist\u00f3ria de fato. Trazendo pensadores como Kant, Hegel, Herder e Fichte a autora nos mostra como com eles de fato desenvolve-se uma disciplina da hist\u00f3ria, com m\u00e9todos e conceitos. At\u00e9 ent\u00e3o essa formaliza\u00e7\u00e3o era pouca, e a contribui\u00e7\u00e3o desses pensadores foi cabal para essa solidifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo somos ent\u00e3o lembrados de como houve um rompimento negativo das \u00e1reas. Com o afastamento da hist\u00f3ria dos demais campos, perdeu-se a rela\u00e7\u00e3o cr\u00edtica construtiva. O campo te\u00f3rico acaba ficando enfraquecido e deixa-se de se inquietar metodologicamente sobre a sa\u00fade da hist\u00f3ria como disciplina cient\u00edfica. Trazendo os apontamentos de Carr e Marrou, a autora nos mostra como precisamos de um senso cr\u00edtico na constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e no ato de fazer hist\u00f3ria como disciplina.<\/p>\n<p>Todos esses questionamentos, saud\u00e1veis e que vinham a construir e refor\u00e7ar as bases da hist\u00f3ria como disciplina, acabaram perdendo for\u00e7a nos anos de 1970. Em fun\u00e7\u00e3o de uma mercantiliza\u00e7\u00e3o do ensino, o ensino da hist\u00f3ria passou a ser encarado de maneira mais instrumental, deixando de lado sua fun\u00e7\u00e3o contemplativa e explicativa de toda uma realidade. Os alunos queriam se preparar para o mercado de trabalho, sendo a hist\u00f3ria desse modelo anterior pouco aplic\u00e1vel nas ci\u00eancias puramente pragm\u00e1ticas, cada vez mais ela foi colocada de lado.<\/p>\n<p>A autora por sua vez identifica que: \u201cNa verdade as crises s\u00e3o quase sempre a manifesta\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica de uma doen\u00e7a j\u00e1 existente e n\u00e3o t\u00e3o prontamente reconhec\u00edvel minando as for\u00e7as e a vitalidade dos seus profissionais.\u201d (P.122). Logo esse afastamento do campo especulativo da hist\u00f3ria acaba por tamb\u00e9m nos desabituar com o manejo do material fundamental do historiador, a fonte e o objeto. Tendo identificado essa problem\u00e1tica, a autora ent\u00e3o segue o texto identificando as \u201cquest\u00f5es voltadas para a investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica\u201d.<\/p>\n<p>A primeira est\u00e1 centrada na compreens\u00e3o que o historiador tem sobre a sua disciplina. Como o indiv\u00edduo que realiza a pesquisa entende a disciplina da qual ele faz parte e com a qual ele lida. J\u00e1 a segunda se foca no como se sustentam as afirma\u00e7\u00f5es que surgiram a partir da pesquisa, buscando sempre a objetividade e a verdade.<\/p>\n<p>Trazendo a interpreta\u00e7\u00e3o das palavras de Braudel, feitas por Luciara, pode-se entender qual a utilidade da hist\u00f3ria, permitindo que entenda-se assim as duas quest\u00f5es: \u201c&#8230; explicar a hist\u00f3ria, explicar o mundo \u00e9 uma \u00e1rdua tarefa, pois na sua vis\u00e3o a hist\u00f3ria \u00e9 muito mais do que relatos, do que uma cole\u00e7\u00e3o de fatos, pois est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o direta com a vida e na sua convic\u00e7\u00e3o de ser a pr\u00f3pria vida.\u201d<\/p>\n<p>Fazendo um breve hist\u00f3rico do pesquisador franc\u00eas a autora mostra ent\u00e3o a import\u00e2ncia desse pensador para o desenvolvimento da disciplina. Demarca assim o posicionamento de Braudel quanto \u00e0 interdisciplinaridade e \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com os demais campos das Humanas. Luciara nos indica com essa breve discuss\u00e3o dos pensamentos de Braudel o quanto a hist\u00f3ria n\u00e3o teve o mesmo desenvolvimento que as outras \u00e1reas, quando comparadas.<\/p>\n<p>\u00c9 reivindicado como fun\u00e7\u00e3o do historiador compreender a dura\u00e7\u00e3o social. Diversos campos das ci\u00eancias humanas convergem quanto \u00e0 impossibilidade de cercar um \u00fanico tempo, logo caberia ao pesquisador da hist\u00f3ria saber como alocar essa quest\u00e3o de espa\u00e7o-tempo. A centralidade da disciplina aqui debatida repousaria, portanto, na cria\u00e7\u00e3o de metodologias para \u201cclarificar com a nova luz\u201d o tempo e as rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Adentrando uma nova quest\u00e3o, o texto trata da verdade na hist\u00f3ria. Objetivo caro deste campo do conhecimento, a autora nos mostra, como a partir da teoria do reflexo, h\u00e1 uma sobreposi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias verdades parciais, que v\u00e3o progressivamente se acumulando. Usando dos argumentos de Engels e Schaff quanto ao conhecimento como um todo, vemos: \u201c&#8230;um processo infinito que acumula verdades parciais nas v\u00e1rias fases do seu desenvolvimento hist\u00f3rico. Nele, vai-se alargando, limitando, superando essas verdades parciais.\u201d<\/p>\n<p>Entende-se assim que o conhecimento, e a hist\u00f3ria em especial, est\u00e3o num constante processo de reinterpreta\u00e7\u00e3o e complementa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica verdade est\u00e1tica, mas sim diferentes vis\u00f5es de um mesmo fato, sobre o qual o historiador trabalha e analisa. Cabe ao pesquisador, ent\u00e3o, discutir e fazer com que a sua proposi\u00e7\u00e3o converse com as demais, de maneira a se construir sempre uma nova verdade parcial. N\u00e3o h\u00e1, sob essa \u00f3tica, um fim na hist\u00f3ria como disciplina que estuda um recorte, sempre haver\u00e1 uma nova \u201dverdade\u201d.<\/p>\n<p>Conforme nos mostra o texto \u00e9 por volta do ano de 1925, em especial nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, que se discutiu com maior intensidade a interdisciplinaridade. O livro \u201c<em>New History and the Social Studies<\/em>\u201d, em especial, teve a fun\u00e7\u00e3o de mostrar como haviam os mais distintos campos dos Estudos Sociais e em que ponto cada um se completava e se diferenciava. Cabe \u00e0 hist\u00f3ria, de acordo com o autor H. E. Barnes, ser um campo de teste e experimento das teorias desenvolvidas pelas demais ci\u00eancias.<\/p>\n<p>A autora nos indica um dos principais problemas dos pesquisadores do campo da hist\u00f3ria do per\u00edodo: \u201cFaltava aos historiadores, como se pode inferir, uma melhor compreens\u00e3o do desenvolvimento das ci\u00eancias sociais e mesmo das ci\u00eancias f\u00edsicas.\u201d. O campo analisado pelo texto, nos anos de 1920 e 1930, estava atr\u00e1s dos demais, de maneira a n\u00e3o contemplar as quest\u00f5es que eram vigentes no per\u00edodo. S\u00e3o ent\u00e3o pensadores como Diderot e Comte que ir\u00e3o assumir a vanguarda e transformar o campo.<\/p>\n<p>Sem deixar de lado a influ\u00eancia de Marx e do marxismo, Luciara nos deixa claro a dificuldade de usarmos essa linha de pensamento. Mesmo sendo muito rica em possibilidades e muito difundida, o pensador alem\u00e3o n\u00e3o se dedicou exclusivamente ao estudo da hist\u00f3ria, logo existem defasagens. Inclusive o conceito mais objetivo e s\u00f3brio de hist\u00f3ria, encontrado nos escritos do autor, \u00e9 oriundo da suas pesquisas de cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. A inten\u00e7\u00e3o de Karl Marx era majoritariamente garantir que a luta de classes seria a for\u00e7a motriz da hist\u00f3ria, e isso por si s\u00f3 j\u00e1 causou in\u00fameras mudan\u00e7as e uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o no campo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Um ponto interessante que o texto traz a tona na sequ\u00eancia \u00e9 a quest\u00e3o da sequencialidade da hist\u00f3ria. Em um rompimento claro com a hist\u00f3ria positivista, que via cada fato como isolado, a autora nos apresenta pensadores que mostram como tudo \u00e9 constru\u00eddo a partir da influ\u00eancia de outros fatos e de indiv\u00edduos no processo. Pode-se inferir, portanto, que a hist\u00f3ria n\u00e3o acontece no passado meramente, mas sim \u00e9 consequ\u00eancia de uma infinidade de fatores e assim como \u00e9 constru\u00edda, constr\u00f3i novas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma vez que o texto d\u00e1 especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 historiografia americana, a autora se det\u00eam para discutir sobre o \u201cpresentismo\u201d e seu impacto na \u00e1rea da Hist\u00f3ria. Tendo desabrochado nos anos 30 e 40, fez com que a hist\u00f3ria de fato ultrapassasse as ci\u00eancias sociais e fosse congregar no campo das ci\u00eancias humanas. A teoria leva em considera\u00e7\u00e3o, portanto, o presente e o presente no qual o fato se desenrolou, de maneira que evita anacronismos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s v\u00e9speras da Segunda Guerra Mundial, a situa\u00e7\u00e3o para a hist\u00f3ria e os historiadores progrediu sem a morosidade precedente do \u00faltimo q\u00a0 uartel do s\u00e9culo XIX e na categoria de aut\u00f4noma foi incorporada \u00e0 estrutura departamental.\u201d \u00c9 nesse momento, conforme mostra a autora, que a hist\u00f3ria poderia ganhar ainda mais corpo e uma maior intera\u00e7\u00e3o com outras \u00e1reas, mas ao contr\u00e1rio, ela acaba se tornando ainda mais instrumental e acaba inclusive perdendo muito da sua rela\u00e7\u00e3o com ci\u00eancias antes muito pr\u00f3ximas como a filosofia e a literatura.<\/p>\n<p>Essa abertura para novas \u00e1reas ainda gera outro ponto. O historiador, ao dialogar com outros campos, deve buscar ser acess\u00edvel ao m\u00e1ximo, ao mesmo tempo em que \u00e9 um especialista. Uma dualidade necess\u00e1ria para que a hist\u00f3ria seja plena como ci\u00eancia em sua interdisciplinaridade caracter\u00edstica. Como aponta a autora: \u201cO que permanece s\u00e3o as quest\u00f5es de inteligibilidade do passado, frutos dos diversos ramos n\u00e3o hist\u00f3ricos do saber humano.\u201d.<\/p>\n<p>Trazendo ent\u00e3o a nova hist\u00f3ria francesa, de Braudel, Le Goff, Labrousse e tantos outros, a autora nos mostra como houve uma nova intera\u00e7\u00e3o a partir dessas proposi\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas. Os objetos de estudo podem ser mais diversos, al\u00e9m de fontes e m\u00e9todos inovadores. Usando-se de Marc Bloch e Perrin vemos \u201cA atribui\u00e7\u00e3o do homem como objeto de estudo da hist\u00f3ria enquanto integrado num grupo social\u201d. A hist\u00f3ria passa a ser contada a partir do indiv\u00edduo, mas como parte integrante de um grupo.<\/p>\n<p>O acontecimento \u00e9 superado. Estuda-se o todo, uma vez que tudo \u00e9 acontecimento. Deve-se ultrapassar o tempo breve e analisar o movimento interpretativo da hist\u00f3ria. A disciplina passa a ser a compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com o seu ambiente e outros indiv\u00edduos dentro do seu contexto de tempo. Uma amplifica\u00e7\u00e3o de um ponto menor de maneira a abarcar toda uma maior complexidade.<\/p>\n<p>A velocidade e efervesc\u00eancia sob a qual a hist\u00f3ria transcorre desde o per\u00edodo moderno at\u00e9 os dias atuais, mostra uma necessidade de cada vez uma maior capacita\u00e7\u00e3o do historiador para analisar e lidar com as informa\u00e7\u00f5es. Passamos, portanto, por uma crise inovadora. \u201cVivenciamos o medo da separa\u00e7\u00e3o do nosso passado num tipo de sociedade onde a massa dos acontecimentos e a sua repercuss\u00e3o s\u00e3o dif\u00edceis de reintegrar a nosso cotidiano.\u201d.<\/p>\n<p>Aproximando, portanto, a hist\u00f3ria dos acontecimentos internacionais, Luciara nos d\u00e1 ind\u00edcios de que para compreender a hist\u00f3ria com toda a sua complexidade, devemos buscar analisar em maior perspectiva e em per\u00edodos, n\u00e3o apenas em fato. Trazendo para a discuss\u00e3o a proposta de Hobsbawn, de uma hist\u00f3ria de \u201cEras\u201d, a autora nos mostra como podemos observar as grandes oscila\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A autora v\u00ea nas rela\u00e7\u00f5es internacionais (RI) um caminho de compreens\u00e3o da hist\u00f3ria mais recente. Uma vez que ela tenta levar em considera\u00e7\u00e3o as quest\u00f5es tanto no \u00e2mbito dos indiv\u00edduos como entre os Estados, no sentido formal, a hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es internacionais seria assim um campo em franca expans\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o. O campo das RI seria, portanto, um filho direto da hist\u00f3ria, que engloba suas t\u00e9cnicas e as aplica de forma a investigar e examinar o tempo presente.<\/p>\n<p>Mesmo com todos esses desenvolvimentos e aprimoramentos, a hist\u00f3ria ainda \u00e9 dependente de suas fontes. Sem o documento a hist\u00f3ria n\u00e3o pode ser validada ou comprovada. \u00c9 necess\u00e1rio sim buscar novas formas de intera\u00e7\u00e3o e novos objetos, mas as t\u00e9cnicas mais fundantes n\u00e3o podem ser deixadas de lado. Cabe aos estudiosos do campo encontrar o caminhos e as prospec\u00e7\u00f5es da onde a Hist\u00f3ria pode e deve chegar.<\/p>\n<p><strong><em>Contribui\u00e7\u00f5es da Disciplina para a pesquisa e cr\u00edticas<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Sem d\u00favida as contribui\u00e7\u00f5es foram imensas, principalmente pelas discuss\u00f5es em sala. Minha pesquisa se relaciona diretamente com a representa\u00e7\u00e3o, logo a disciplina \u00e9 uma das que mais adentrou quest\u00f5es pontos que far\u00e3o com que meu desenvolvimento seja ainda maior. Os textos servem desde j\u00e1 como pano de fundo para as minhas discuss\u00f5es. Os que eu ainda n\u00e3o utilizava, agora passam a compor esse pante\u00e3o. Mesmo que alguns t\u00f3picos n\u00e3o tenham sido t\u00e3o centrais para mim, o conhecimento adquirido ser\u00e1 de suma import\u00e2ncia para a minha carreira docente.<\/p>\n<p>Quanto aos trechos selecionados para leitura, apenas alteraria uma sele\u00e7\u00e3o. Ao inv\u00e9s do texto selecionado de Raymond Williams, escolheria o texto \u201cPara ler Raymond Williams\u201d da professora Maria Elisa Cevasco. No artigo a pesquisadora de Estudos Culturais faz uma resenha do texto \u201cCulture is Ordinary\u201d de Williams, que ao meu ver \u00e9 um dos mais completos e complexos para compreender a cultura como conceito. Infelizmente o texto no qual a autora se baseia n\u00e3o tem tradu\u00e7\u00e3o, o que seria a contribui\u00e7\u00e3o perfeita. Se n\u00e3o for um empecilho um texto em ingl\u00eas, seria ainda melhor essa obra do que a resenha.<\/p>\n<p>Textos como o do Foucault e do Benjamim serviram para comprovar ainda mais o quanto a cultura e o estudo da representa\u00e7\u00e3o s\u00e3o centrais na hist\u00f3ria. Grandes pensadores que tamb\u00e9m figuraram na disciplina, como Thompson, s\u00f3 refor\u00e7am essa constru\u00e7\u00e3o de um Hist\u00f3ria Cultural. Valorizar cada vez mais o que \u00e9 produzido pelo indiv\u00edduo e como isso representa uma realidade foram os principais ensinamentos que pude tirar.<\/p>\n<p>As palestras, tanto de convidados como dos meus colegas, foram de grande valor. Pude ver como outras pessoas fizeram e fazem rela\u00e7\u00f5es das diversas quest\u00f5es que discutimos. A oportunidade de fazer uma argui\u00e7\u00e3o para o trabalho de um colega e assim aprofundar meu conhecimento sobre outra tem\u00e1tica \u00e9 imprescind\u00edvel para desenvolver nossas habilidades docentes. A disciplina foi mais do que um aprendizado conceitual, mas tamb\u00e9m um desenvolvimento pr\u00e1tico.<\/p>\n<div class=\"_df_book df-container df-loading \" id=\"df_2248\"  title=\"historia_e_historiadores_no_mundo_do_conhecimento\" wpoptions=\"true\" thumbtype=\"bg\" ><\/div><script data-cfasync=\"false\">var option_df_2248 = {\"outline\":[],\"forceFit\":\"true\",\"autoEnableOutline\":\"false\",\"autoEnableThumbnail\":\"false\",\"overwritePDFOutline\":\"false\",\"direction\":\"1\",\"pageMode\":\"0\",\"source\":\"https:\\\/\\\/nehscfortaleza.com.br\\\/home\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/12\\\/historia_e_historiadores_no_mundo_do_conhecimento.pdf\",\"wpOptions\":\"true\"}; if(window.DFLIP && DFLIP.parseBooks){DFLIP.parseBooks();}<\/script>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto foi escolhido por se tratar de uma an\u00e1lise evolutiva da hist\u00f3ria e suas<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[41],"tags":[],"class_list":["post-122","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros-e-resenhas-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2250,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122\/revisions\/2250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nehscfortaleza.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}