Democracia nos EUA: Modificações?
O que tem preservado os EUA como uma democracia é o direito constitucional do cidadão possuir armas, e a existência de uma Guarda Nacional em cada estado, o que é na realidade um pequeno exército estadual.
Obama promulgou uma ordem presidencial (aliás inconstitucional) para acabar com tudo isso, inclusive proibindo a utilização das Guardas Nacionais pelos estados, colocando tudo sob hegemonia do exército (cujo chefe supremo é o próprio Obama) como árbitro de assuntos internos. Ora, isso é exatamente o contrário do que os constituintes originais, de 1776, pretendiam, pois não queriam que o novo país nem mesmo tivesse um exército permanente, pois consideravam um exército como um perigo para suas liberdades. Chegaram a estabelecer o tamanho do exército nacional, que não deveria ter mais de 800 homens (!!) e só poderia ser convocado por curtos períodos de tempo, não maiores do que dois anos (exatamente o contrário do que Obama pretende com sua ordem presidencial).
Tradicionalmente, e por lei, o exército americano é proibido de agir dentro do pais, exceto em condições de extrema necessidade, pois a defesa interna sempre foi o direito e dever dos estados, cuja milícias possuem até marinha e força aérea.
A maior e mais duradoura democracia do mundo parece estar chegando ao fim. É uma pena ver isso. Está se tornando um país “socialista ditatorial”, no pior sentido da palavra. E tudo isso contra a vontade de uma vasta maioria do povo, igual ou maior do que 50% da população, como visto agora em Massachusets (o estado mais esquerdista do país), que deu a vaga do simpatizante esquerdista Ted Kennedy a um Brown conservador. Isto demonstra, no mínimo, discordância de opiniões internas.